quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
Comentário em referência a notícia no link:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/01/07/impeachment-nao-esta-enterrado-afirma-lula-em-reuniao-com-dilma.htm
"O IMPEACHMENT NÃO ESTÁ ENTERRADO" Afirma Lula em reunião com a Dilma em 05 de Janeiro de 2016.
Aliás, a expressão usada por Lula, segundo o UOL, foi que o Impeachment "ESTÁ MORTO MAS NÃO ENTERRADO". Acredito mesmo que o temor de Lula e demais partidários do PT seja tão grande capaz de fazer um morto ressuscitar. No caso o impeachment. Talvez pelo que ainda pode ser descortinado em termos de corrupção.
Mas... é aqui que faço uma breve porém profunda reflexão.
Não estou bem certo de que um eventual impeachment seria solução ou mesmo alívio para a situação econômica na qual nos encontramos. Na verdade, pelo que podemos ver com clareza; se foi possível ou ainda se será possível ver o impeachment como uma realidade, certamente não é por causa das denúncias de corrupção envolvendo o Governo. O que quase levou ou ainda levaria o processo de impeachment ao "start" são os interesses políticos de "Poder pelo Poder" que norteiam o PMDB desde sempre, e os escusos interesses do igualmente corrupto e sujo PSDB.
Aí eu perguntaria nesse ponto... Como acreditar que o impeachment fosse solução para alguma coisa, se o que nos falta são pessoas capazes e honestas o suficiente para, digamos.... "tocar o barco"?
Como acreditar que uma eventual saída da desgastada Dilma, que levaria o Poder a cair no colo dos parasitas de poder do PMDB, representaria alguma coisa de positiva para o país?
Estou convencido de que ainda pior que está mergulhado na crise, é não conseguir ver luz no fim do tunel..... ou ainda, se ver luz no fim do tunel, saber que pode ser um TREM vindo ao nosso encontro.
Supondo que o impeachment não se dê, o que nesse momento parece o mais provável, olhemos para o que o mentor maior do PT orienta a Dilma.
"...vender o peixe..."(do governo).
Será que essa expressão significa:
1- Dilma, trabalhe para sanar a economia cortando os gastos de governo para evitar que esse corte alcance os empregos dos servidores e de toda a população.
2- Corte na carne. Reduza investimentos que focam o panorama eleitoreiro. Trabalhe para mais eficiência e menos mídia.
3- Interrompa todo investimento do Governo no exterior... acabe com privilégios e as grandes comissões de políticos em viagens milionárias.... trate primeiro do quintal de casa... da mesa do povo brasileiro....da saúde pública que está FALIDA.... da segurança pública que já não existe nos grandes centros urbanos...
Não.... infelizmente, pelo que se pode ler na reportagem é que "vender o peixe", é visitar os currais eleitorais da ignorância que são movidos por pão e circo. E aqui não estou fazendo nenhuma acepção de pessoa, mas sim relatando o que é tão real quanto o ar que respiramos. Não só o atual governo bem como outros anteriores, e toda a classe política, se beneficiam da ignorância da grande parcela do povo que é movida pelo histórico "pão e circo" praticado desde as arenas de Roma.
Costumo dizer que meu sonho seria ver um povo mais crítico, melhor instruído, cobrando e não sendo mais manipulado por um modelo de gestão política que beira ao ridículo. Motivo de vergonha perante outras nações. Somos um país que literalmente pisamos sobre nossas riquezas. Nossas riquezas estão no nosso chão, bem debaixo de nossos pés. São riquezas naturais, cada vez mais valiosas em um mundo que cada vez mais depende de sustentabilidade... E quais POLÍTICAS SUSTENTÁVEIS vemos nosso governo trabalhar prioritariamente focando em nossa gente??
Caminhamos sobre riquezas naturais imensuráveis porém o que temos de pior são os que caminham sobre essas riquezas. Ainda temos o ranço de colônia portuguesa. Somos dirigidos por TRAÇAS HUMANAS que só pensam em si. Só pensam em enriquecer, EXPLORAR sempre!
Sonho ver uma geração que supere a síndrome de colônia que que esmague definitivamente esse pensamento de conlúios e exploração. Aí sim.... quando isso for possível seremos um país grande. Arrisco dizer que, se, livres da corrupção, seríamos um dos maiores e mais influentes países do mundo.
Minha geração não verá esse dia, mas se eu puder colaborar com alguma semente, sentir-me-ei satisfeito e participando de alguma forma para produzir um futuro diferente.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Em dias de proximidade a campanhas eleitorais me abstenho de ler muita coisa. Passo uma peneira mesmo e deixo de ler muita coisa, inclusive de amigos. Sem problemas com as divergências, elas existem justamente para dar o tempero certo da amizade com o devido reconhecimento do valor desta. A questão não é a divergência mas sim o aparente estado de hipnose que parece mergulhar a pessoa em um fundamentalismo político que chega a ser chato. Alguns levam isso tão a sério que até desfazem amizade quando você as contraria em alguma coisa. Fato que aconteceu comigo no ano passado. Uma pessoa que se dizia meu "amigo". Com quem sempre trocava boas idéias e muita zueira, certo dia, presumo eu, porque expus uma opinião contrária ao governo do PT, o cara (que depois eu soube ser simpatizante do partido), simples e deliberadamente, me excluiu da condição de amigo e bloqueou o meu acesso as suas mensagens. Indaguei várias vezes por mensagem o motivo mas não obtive resposta.
Bem... Para mim amizade é o mais alto grau possível em um relacionamento humano. Não sou de chamar a todos de amigos. A palavra AMIGO pra mim tem uma conotação muito forte, e cobro demais de quem se diz "amigo". No meu entender é preferível ter ali um colega, conhecido, simpatizante, ou qualquer outro adjetivo que o valha do que receber o rótulo de amigo. Nem todos estão preparados para ostentar este título. Mas, claro, essa é apenas a minha visão, que está longe de ser verdade absoluta mas é assim que vejo.
Contudo o propósito dessas linhas não é falar sobre amizade e sim sobre esse estado de entorpecimento partidarista que parece envolver e cegar as pessoas. Um entorpecimento que compromete temperamento, ânimo e humor de várias pessoas, de uma tal forma que as vezes parece que estamos diante de um pleito eleitoral que vai definir a continuidade da existência humana na terra. Na boa... Sem zueira... Não consigo entender. Já tentei considerar toda e qualquer hipótese de paixão ideológica mas juro que não consigo encaixar na minha caixola de ET o porquê de tanta beligerância em torno desse tema.
Alguns tornam-se até agressivos e, por vezes, até ofendem outros quando contrariados no que expõem. Eu, definitivamente, não consigo compreender.
Eu gostaria de ver esse pessoal que radicaliza suas ideologias no âmbito partidário, usar dessa mesma postura enfática no exercício diário da cobrança de seus direitos junto as instituições. Gostaria de ver essa galera demonstrar essa intolerância contra a corrupção, contra a violência, contra o mal funcionamento das repartições públicas... isso no dia a dia. Mas todos agem como se o único momento de falar dos problemas que nos envolve é em época de eleição. Claro né. São doutrinados assim. A própria máquina do Estado movimenta-se no sentido de incutir ininterruptamente na mente da população que a hora de mudar alguma coisa é agora, na eleição. Claro, faz muito sentido, porque o que na verdade eles querem não é solucionar problema algum. Eles querem são os votos para continuarem a dança das cadeiras em torno do poder e do dinheiro. Dane-se o povo!
E aí, quando vejo pessoas boas, com boas idéias, inteligentes... Assumindo uma postura beligerante em torno de uma candidatura política... postura beligerante essa que não manterá durante todo o mandato político que se segue... eu só posso concluir a inutilidade de tudo isso.
A inutilidade de perder amigos por causa de.... política partidária...
A inutilidade de ver pessoas afastando-se por não tolerar tanta chatice de..... política partidária...
A inutilidade de permitir-se irritar, discutir, brigar, ofender, ser ofendido, por causa de..... política partidária...
Não vou me posicionar aqui no tocante aos candidatos porque não quero, nem de longe, permitir contaminar o meu texto com questões de partidarismo político. Mas, para mim, ambos os candidatos retratados na imagem são formados da mesma essência. Cada qual representa a fachada de organizações que são verdadeiras máquinas de poder que são alimentadas pelo mesmo combustível.... o seu e o meu dinheiro suado. Você, meu amigo(a) que assume postura beligerante e se permite contaminar com política partidária, saiba que o seu direito de escolha é limitado a uma fachada. Você vai escolher a fachada que lhe parece mais bonita, mas você não tem poder de trocar as engrenagens. Com o voto não.
Para trocar as engrenagens é preciso desmontar a máquina. Isso leva tempo. Isso deve ser feito é durante o mandato. Através da sua pressão contra as injustiças e os desmandos das instituições que, funcionam não para lhe atender mas sim para produzir o produto político que vai construir a ilusão ideológica para o proximo pleito. E lá estará você de novo.... daqui a quatro anos... arrumando discussões inúteis enquanto a sua situação econômica e social tende a, na melhor das hipóteses, ser igual a que você tem hoje.
Vale a pena pensar um pouco nisso. Não crie discussões, brigas.... Não se permita afastar de amigos ou que amigos se afastem por causa dessa desgraçada política predadora que é praticada em nosso país. Considerar isso já pode ser o início de uma melhora porque, no dia que o povo deixar de alimentar-se de lixo, teremos campanhas mais limpas e propostas reais...verdadeiras...justas...equilibadas. Lembre-se, os candidatos TODOS, mentem porque mentir é compensatório. Mentir produz efeitos imediatos e eles tem a certeza de que não serão cobrados depois pelas mentiras que disserem agora.
Pense nisso.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Se tem um assunto que me enoja é política. Claro, falo especificamente de política partidária porque a política, na concepção generalista da palavra, está em tudo. Tudo é política. Sua reputação e respeito no trabalho dependem de sua competência profissional mas também de sua política relacional. A sua convivência com a vizinhança no seu prédio, rua, dependem da "polítida da boa vizinhança". Às vezes é necessário engolir um sapo...ou até muitos sapos transformando a barriga em pântano hehehe.
Enfim, abordo aqui, especificamente, a política partidária que determina os rumos desse país. Estamos a alguns poucos dias de mais uma eleição. E o que vemos são velhas mentiras travestidas com roupas novas. Os discursos falam exaustivamente em "renovação", "mudança", mas no fundo é sempre mais do mesmo.
Está completando um ano das grandes manifestações populares. Faz um ano que "O Gigante Acordou", mas parece que tornou a dormir. Falo isso mas não é pelos 20 centavos, nem mesmo pelos black blocs que descambaram para a desinteligência do vandalismo, e conseguiram com isso, tirar o foco dos problemas em si e, sobretudo, legitimaram o emprego de truculência por parte de governos corruptos que não pensaram duas vezes em esmagar com vigor os movimentos públicos e silenciaram a reboque, as vozes que deveriam ser ouvidas. Com isso conseguiram fazer com que se perdesse em meio aos estrondos de bombas e gases lacrimejantes, perguntas incômodas para as quais não queriam dar respostas.
Marginalizaram as manifestações. Estas eram legítimas e tinham foco. Expunham as mazelas dos governos. Cobravam um posicionamento público. As manifestações obrigaram esses trastes políticos a se reunirem e traçarem estratégias de ação e resposta aos anseios populares. Por alguns momentos... apenas alguns momentos... os dizeres da foto acima tiveram vida.
Não foi pelos 20 centavos que os políticos se aterrorizaram. Definitivamente não foi pelos 20 centavos.
Mas... o vento de lucidez passou... e o voltamos ao velho "pão e circo". Creio que a maior evidencia de nosso inegável conformismo está traduzido pelas pesquisas das intenções de voto. Os três candidatos mais proeminentes, que tem alguma chance de lograr êxito em seus pleitos, todos eles representam a continuidade do atual modelo. Se fossemos um povo realmente indignado a abstinência as urnas seria em massa... Ou o voto nulo seria maior do que a preferencia entre estes trastes. Mas, ainda somos massa de manobra. O povo ainda é movido pelas propagandas que vinculam a escolha positivada ao exercício da cidadania. O povo sequer se dá conta de que a sua cidadania é conquistada com 5 meses de trabalho de graça, todos os anos, para sustentar esta máquina de corrupção chamada "Governo".
sexta-feira, 4 de julho de 2014
O MAIOR ADVERSÁRIO DO BRASIL
Argentina? Alemanha? França? Holanda? Colômbia?
Não. Nenhuma dessas seleções.
O maior adversário que o Brasil enfrenta em todas as copas é sempre o mesmo. Pelo menos desde 1982, que foi a primeira copa que assisti acompanhando bem todos os acontecimentos, posso dizer que o maior e mais duro adversário a ser enfrentado e vencido pelo Brasil é a imprensa esportiva. ( a de 1978 lembro muito pouco. Era muito pequeno).
A magnifica e mais poderosa seleção que eu vi jogar foi a de 1982... Que saiu do Brasil debaixo de pesadas críticas tendo como principal alvo aquele que é, hoje, venerado como um dos maiores técnicos de todos os tempos, Telê Santana. Mas que na época, para a imprensa esportiva era apenas o técnico "burro e teimoso" só porque ousava pensar além do seu tempo e era resistente a figura dos pontas de ofício.
Em 1986, Telê ainda era o "burro da vez", porque cobrava disciplina e não tolerou as escapadas para baladas de Renato e Leandro.
Em 1990, o burro da vez foi o Lazaroni.... Mas esse foi burro mesmo...rs
Em 1994 o burro da vez foi o Parreira, (que é tido como retranqueiro fracassado por muitos cronistas esportivos ainda hoje), mesmo trazendo o "caneco" que não víamos desde 1970.
Em 1998 o estigma de burro passou a ser de Zagalo. O "fracassado mais bem sucedido do futebol brasileiro".
Em 2002 o burro da vez passou a ser o Felipão porque não levou o Romário e passou a ser o retranqueiro da vez também.
Em 2006 o Parreira e o Zagalo dividiram a culpa pela "bagunça e falta de profissionalismo" de uma seleção que, antes da copa, chegou a ser comparada com a de 1982, dada a quantidade de medalhões. A acusação de bagunça e falta de profissionalismo foram bandeiras erguidas pela própria imprensa na medida que cobravam da CBF uma postura reformuladora. Isso levou a nomeação de Dunga, que atendeu as expectativas de todos obtendo, inclusive, significativos resultados positivos com uma seleção de carregadores de piano, que chegou à copa da África em 2010 desprovida de orgulho individualista. A força estava, enfim, no conjunto. Mas Dunga passou a ser o "burro teimoso" da vez porque não levou Neymar e Ganso e, principalmente, porque bloqueou o "oba oba" da imprensa brasileira.
2014... O estigma de "burro teimoso" da vez volta a ser Felipao. Ontem mesmo assisti no canal Sportv um cronista esportivo afirmar, categoricamente, que enfim acabou a lua de mel da seleção com a imprensa e que isso é bom para a seleção porque vai "chacoalhar"...
Gosto e assisto a programas esportivos porque gosto de esportes, principalmente o futebol. Mas não tenho lembrança de, ao longo de todo esse período, ter visto uma vez sequer a imprensa contribuindo positivamente para com a seleção.
Já não me impressiona. Sempre foi assim. A imprensa esportiva, na sua ânsia de buscar impacto como atrativo de suas matérias, fomenta um clima de crescente desconfiança e instabilidade. Agora resolveram implicar pesadamente com o lado emocional dos jogadores. Se os caras choram de emoção é porque são desequilibrados e despreparados. Se ao invés disso não demonstrassem suas emoções a acusação seria a de que não estariam levando a seleção a sério... Que seriam mercenários que só se empolgam em seus milionários clubes da Europa. Não adianta. De um jeito ou de outro vão falar. De um jeito ou de outro vão continuar sendo, sempre, o mais duro e implacável adversário a ser vencido.
Tiveram, inclusive, a infelicidade de eleger justamente o Thiago Silva como símbolo da suposta fraqueza emocional. Justo um cara que venceu duras pancadas da vida em uma queda que muito poucos teriam forças para se reerguer. Um guerreiro. Na concepção mais forte da palavra. Mas a visão machista, babaca, considera um homem que chora de emoção, um fraco. Só idiotas pensam assim. Desculpem a franqueza.
Quanto a seleção. No tocante ao que deveria realmente interessar, como eu já disse antes em algumas postagens pela grande rede, considero que não temos a melhor equipe do campeonato. Temos um time apenas BOM. Nada mais que isso. Podemos até chegar ao título. É perfeitamente possível. Mas é preciso ter em mente que é igualmente factível ficarmos pelo caminho. Pode ser hoje com a Colômbia... Ou na semi-final com Alemanha ou França... Ou mesmo em uma final com, quem sabe... Holanda ou Argentina... Mas é preciso ter em mente que há seleções melhores que a nossa e que merecem tanto quanto, ou até mais,o título. Infelizmente o "azar" que considero é que, justamente neste momento de uma limitada seleção, termos uma copa novamente no Brasil.
Vamos torcer, porém, com essa consciência. A não ser que aconteça um milagre futebolístico a vaga virá com muita luta e na base da persistência e força. Ou talvez não virá. Tenho uma opinião particular sobre o futebol que tenho visto ser jogado nesta copa no Brasil. Acho que estamos testemunhando aquela que talvez venha a ser uma profunda mudança no cenário futebolístico mundial. Mas isso é assunto para outra hora rs.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
2013 - PINTANDO NOVAS ESTRELAS
No início de 2012 eu fiz um pedido a Deus...
Vindo de duas atordoantes pancadas da vida resultantes de duas grandes decepções e ainda o falecimento de meu pai. De 2008 a 2011 foi o tempo da dor... Eu pensava que tinha parado por aí. O meu pedido a Deus foi que eu queria ter um 2012 diferente. Queria poder voltar a sonhar. Queria poder voltar a contemplar o lugar onde os montes tocam os céus, com o mesmo sentimento de esperança e conforto que sempte senti. Eu estava, ainda, atordoado e anestesiado com as pancadas que recebi da vida. Queria, ardentemente, um 2012 diferente. Esse foi o meu pedido a Deus.
O ano iniciou e a grande diferença que eu teria pela frente seria padecer alguns meses junto à dor de minha mãe, que adoeceu inexplicavelmente e, não menos inexplicavelmente me deixou. Esse foi o meu 2012.... lutando contra a minha dor. Buscando usar de toda maturidade, consciência e racionalidade que me foi possível, lutei..... Lutei para vencer a mim mesmo. Para vencer o peso da decepção, desânimo, dor, sentimento de abandono...sei lá mais o quê. Só sei que por diversos momentos, senti-me sozinho como a criança que fui, dependendo do carinho de meus pais....que não estavam mais ali.
Ou será que estavam? Creio que sim porque eles vivem em mim, mas.... nesses momentos a dor sempre me consome porque não posso mais ouvi-los..... abraça-los... Quando eu penso neles eu tenho novamente 4,5 ou 6 anos de idade.
Perdoem-me se estas linhas são carregadas de emoção muito pessoal. Mas escrevendo eu coloco para fora, hoje, a dor de minha alma. A saudade que me consome. Eu teria escrito algo a mais tempo mas resolvi que não escreveria novamente enquanto não estivesse, novamente, equilibrado emocionalmente. Mas parece que não consegui cumprir porque aqui estou eu, novamente em lágrimas.
Realmente não há como vencer a saudade. Eu desisto de lutar contra ela.
Que Deus me ensine, nos anos que me restam, a conviver com saudade e a alimentar o sonho de um dia reencontra-los. Um dia estaremos, novamente, juntos. E eu serei novamente criança.... a criança que na verdade eu sou, dentro de um corpo gigante... mas o que há dentro de mim é uma criança que quer, a todo custo, sorrir e brincar..... ser feliz.
Adultos falam em felicidade mas só as crianças é que sabem ser realmente felizes. A vida nos ensina a olharmos para elas.... a aprendermos com elas.
"Apenas a noite saberá... porque os céus nunca revelam...todos os sonhos que existem para se conhecer...Pinte o céu com estrelas".
http://www.youtube.com/watch?v=nGsrEsRSMEs
Agora, para o ano de 2013 que se inicia, quero fazer novamente um pedido a Deus.
Um pedido de uma alma de criança....
"Deus Eterno e Senhor da minha vida... Permita-me pintar o céu com estrelas. Guia-me por onde eu andar".
No início de 2012 eu fiz um pedido a Deus...
Vindo de duas atordoantes pancadas da vida resultantes de duas grandes decepções e ainda o falecimento de meu pai. De 2008 a 2011 foi o tempo da dor... Eu pensava que tinha parado por aí. O meu pedido a Deus foi que eu queria ter um 2012 diferente. Queria poder voltar a sonhar. Queria poder voltar a contemplar o lugar onde os montes tocam os céus, com o mesmo sentimento de esperança e conforto que sempte senti. Eu estava, ainda, atordoado e anestesiado com as pancadas que recebi da vida. Queria, ardentemente, um 2012 diferente. Esse foi o meu pedido a Deus.
O ano iniciou e a grande diferença que eu teria pela frente seria padecer alguns meses junto à dor de minha mãe, que adoeceu inexplicavelmente e, não menos inexplicavelmente me deixou. Esse foi o meu 2012.... lutando contra a minha dor. Buscando usar de toda maturidade, consciência e racionalidade que me foi possível, lutei..... Lutei para vencer a mim mesmo. Para vencer o peso da decepção, desânimo, dor, sentimento de abandono...sei lá mais o quê. Só sei que por diversos momentos, senti-me sozinho como a criança que fui, dependendo do carinho de meus pais....que não estavam mais ali.
Ou será que estavam? Creio que sim porque eles vivem em mim, mas.... nesses momentos a dor sempre me consome porque não posso mais ouvi-los..... abraça-los... Quando eu penso neles eu tenho novamente 4,5 ou 6 anos de idade.
Perdoem-me se estas linhas são carregadas de emoção muito pessoal. Mas escrevendo eu coloco para fora, hoje, a dor de minha alma. A saudade que me consome. Eu teria escrito algo a mais tempo mas resolvi que não escreveria novamente enquanto não estivesse, novamente, equilibrado emocionalmente. Mas parece que não consegui cumprir porque aqui estou eu, novamente em lágrimas.
Realmente não há como vencer a saudade. Eu desisto de lutar contra ela.
Que Deus me ensine, nos anos que me restam, a conviver com saudade e a alimentar o sonho de um dia reencontra-los. Um dia estaremos, novamente, juntos. E eu serei novamente criança.... a criança que na verdade eu sou, dentro de um corpo gigante... mas o que há dentro de mim é uma criança que quer, a todo custo, sorrir e brincar..... ser feliz.
Adultos falam em felicidade mas só as crianças é que sabem ser realmente felizes. A vida nos ensina a olharmos para elas.... a aprendermos com elas.
"Apenas a noite saberá... porque os céus nunca revelam...todos os sonhos que existem para se conhecer...Pinte o céu com estrelas".
http://www.youtube.com/watch?v=nGsrEsRSMEs
Agora, para o ano de 2013 que se inicia, quero fazer novamente um pedido a Deus.
Um pedido de uma alma de criança....
"Deus Eterno e Senhor da minha vida... Permita-me pintar o céu com estrelas. Guia-me por onde eu andar".
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
O FIM DA SACOLINHA DOS MERCADOS É A SALVAÇÃO DA NATUREZA! ACREDITE QUEM QUISER PORQUE EU TÔ FORA.
O grande problema é que o povo é "colador de figurinhas" mas se acha sábio e profundo lutador das causas ecológicas. A primeira besteira fantasiada de verdade que aparece pela frente adornada de um discurso politicamente correto é o suficiente para arrebatar milhares de ovelhas cegas ao matadouro do entendimento crítico.
BESTEIROL COLETIVO, é o que tenho visto em pretensos movimentos e iniciativas que nascem nas ideologias do governo hipócrita e predador das massas; que jogam suas iscas nas mais diversas formas de mídia que ali recebem a roupagem convincente do modismo. PRONTO! O produto final é um bando de gente dizendo amém a tudo o que parece verdade, mas tem essência de mentira.
Sabem o que realmente assusta?
O que assusta é ver que bastaria somente pensar um pouco. Exercitar o senso crítico, o ceticismo. Não é difícil notar que a incoerência é totalmente aparente e ainda assim milhares de pessoas se conformam com a completa cegueira. Milhares aceitam ter uma mente improdutiva e preferem a cômoda e pacífica zona de conforto, andando para onde seguir a multidão.
Ora, se está todo mundo indo é porque deve ser bom e correto não é??
É por isso que o povo é e vai continuar sendo, ainda por muito tempo, MASSA DE MANOBRA, cuja caixa craniana serve somente de suporte para sustentar os olhos que alimentam a alma de pão e circo.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.
PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.
Não acredito em humanos porque todos têm uma inclinação natural para fazer o que é mal. Porque esta inclinação contagia inevitavelmente a todos os humanos na proporção em que deixam a infância e alcançam o entendimento de adultos. O conhecer a diferença entre o bem e o mal é também conhecer duas opções e inevitavelmente o homem convive com uma e outra no curso de sua vida. Uma dualidade comum a todos, onde ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal.
Este assunto é vasto e bastante ideológico, digamos assim e muitos vão concordar com pouquíssima coisa do que vou dizer; mas minhas considerações estão longe de serem postas como verdades absolutas. São apenas conjecturas.
Serei específico com o foco no que me levou a escrever estas linhas.
Falarei sobre o mal inevitável ao gênero humano.
Falarei sobre o mal inevitável ao gênero humano.
Acima eu disse que “...ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal”. Claro que estou excluindo aqui os que “planejam” o mal. Aqueles que têm o mal como objetivo desejável. A estes eu não atribuo a palavra “ERRO”, justamente porque errar é “tentar acertar e não conseguir”. Os que desejam o mal não tentam acertar (fazer o que é bom). Fazem o que desejam que é o mal para o próximo em prol de seus objetivos. Logo, excluo estes da minha abordagem.
Falo aqui de toda a parcela de humanos (a grande maioria) que deseja fazer o bem, que planeja o bem, mas nem sempre consegue atingir porque o erro as leva a errar o alvo. E quem é que sofre desta dificuldade? TODOS, simplesmente todos os humanos, inclusive eu é claro. (Esse é o meu entendimento da questão).
Até aqui eu creio que está tudo bem para o amigo(a) que ousou empregar seus preciosos minutos para ler, mas acredito que daqui para diante o que eu tenho para dizer desafia alguns conceitos que estão amalgamados com o próprio entendimento do que é ser “humano” em muitas das filosofias de vida. Aqui eu serei mais obtuso sem medo de errar até porque este texto mesmo apresenta os humanos como pessoas que tentam acertar, mas que inevitavelmente incorrem eventualmente em erro. Aceito minha condição humana e não nego que meus conceitos são passíveis de serem mudados na medida em que eu evoluo, mas nem por isso me furto em apresentar como hoje penso.
Entendo que o gênero humano sofre de um estado de corrupção da alma (degeneração desta), que faz com que todos careçam de assimilarem valores excelentes no curso da vida. Valores tipo: amor, caridade, compreensão, paz, felicidade, justiça...etc... Sem os quais o humano se perde em meio a uma selvageria bestial. Humanos que são privados destes valores por toda uma vida, duas coisas acontecem com estes: Ou descobrem um líder mal que os domine e descambam para o fundamentalismo; ou vivem como bestas fera destruindo a si mesmos e a outros que nada tem com eles. Mas aí alguém perguntaria: “Mas e os que recebem educação familiar e com ela os valores excelentes os quais você citou acima e ainda assim descambam para o mal, ou ao menos sustentam um estado distorcido destes valores?”. Eu responderia: É exatamente isto que chamo de erro (errar o alvo). Claro, considerando que o alvo seja fazer o bem. Considero que este é o grande desafio a ser perseguido pelo homem em um mundo cada vez “menor” no sentido de espaço e recursos para subsistência. Cada vez mais é importante que os humanos desenvolvam um novo sentido de existência que não considere mais objetivos pessoais exclusivos, mas objetivos pessoais que eu chamaria, em trocadilho, de “inclusivos”. No sentido de que o meu semelhante seja menos concorrente e mais parte do meu sucesso ou fracasso. É preciso despertar a consciência de que o que chamamos de “humanidade” nunca vai ter sentido pleno se não considerarmos um todo como alvo. A humanidade é uma grande tangerina onde cada um de nós somos um gomo. Se falta um gomo a tangerina não está completa. Como podemos falar em humanidade se não somos humanos com todos?
Aqui acho que vale a pena repetir que os que “planejam o mal” estão fora da minha abordagem. Eu falo daqueles que assimilam ou tentam assimilar os valores excelentes, desejam e tentam fazer o bem, mas que por vezes erram o alvo. Aí alguém poderia me perguntar: “Mas escrevendo aqui é mole. Como saber diferenciar entre os que planejam o mal e os que estão tentando acertar, mas erram?”. Eu responderia: Eu não disse que é fácil diferenciar. Mas digo que a forma mais eficaz de fazê-lo é olhar o fruto que as pessoas produzem. Assim como as árvores recebem o nome segundo o fruto que produzem, assim humanos também produzem frutos segundo a essência que carregam em si mesmos. Se notar uma bananeira produzindo laranjas, ainda que se pareça com uma bananeira, na verdade é uma laranjeira. Se existe forma mais eficaz de diferenciação eu desconheço.
Bem, prosseguindo na linha de raciocínio focando o “desejar o bem e às vezes errar”, temos as relações humanas como o campo onde tudo se desenvolve. Sabemos e reconhecemos que não existe nada mais democrático que o erro, embora muitas das vezes vivemos como se não errássemos, como se o erro fosse uma exclusividade dos outros. Muitas vezes nos vemos como se fôssemos o sol da galáxia e todos os planetas devem girar em torno de nós. Em torno de nossos conceitos e abstrações pessoais. Ignoramos que ao desejar fazer o bem estamos sujeitos a errar. Erros que na maioria das vezes não é na essência, mas sim na forma. Por vezes parece que não nos caiu a ficha de que humanos, todos, sem exceção, erram mesmo quando tentam acertar. Não alcançamos o entendimento de que mais erramos do que acertamos no curso da vida e que, como disse a minha prima Eleni Rego em um comentário que fez a um texto meu, dias atrás: “...afirmo que os erros são nossas melhores lições, aprendemos muito mais com o sofrimento do que com a alegria, porque certamente não vamos mais querer repetir a dose da dor...enfim faz parte da Vida”. Sim, isso! Faz parte da vida! Acertar e errar faz parte da vida! E concordo integralmente com Eleni que aprendemos mais com os erros do que com os acertos.
Aqui eu vou usar de mais especificidade. Vou ser sincero em afirmar que não estou ainda totalmente convicto disso, mas, parece-me que o que mais atrasa e dificulta as relações humanas no tocante a uma maior compreensão mútua é o “pretenso poder de julgamento” que além de rotular pessoas, sectariza, divide, separa, desune. Tudo em nome de um conceito pessoal ou entendimento particular que ignora que somos todos iguais... ou deveríamos ser.
É impressionante como o julgamento nos fecha para um ângulo diferente e nos faz rotular pessoas e atira-las em uma vala comum de erro da qual pensamos não participar. É fácil julgar... É fácil afirmarmos que estamos certos, isolarmo-nos em nossas abstrações e condenar outros pelos erros cometidos. Sim é fácil. E sabem por que é fácil? Porque o coração humano é igual a internet. O que quisermos encontrar encontraremos. O segredo é saber o quê, exatamente, buscamos. Para dar continuidade à desagregação nas relações basta aplicar a seguinte fórmula: 1 – Oculte seus próprios erros atrás do entendimento do que VOCÊ acha certo. Ignore outras cosmovisões e se ache “o sol da galáxia”. Assim você estará ignorando que é alguém sujeito à falhas também. // 2 – Julgue (como quem está de fora do erro). Julgue rotulando as pessoas segundo seus conceitos pessoais. Com base no seu próprio umbigo. Ignore que há sabedoria na diversidade.
E se isso lhe soa estranho e duro, não se surpreenda se eu disser que estas são duas das coisas que mais os humanos fazem no curso de sua vida.
Estamos às portas de um novo ano. Sugiro que o momento seja propício para nossas avaliações pessoais, mas, que, por Deus, estas avaliações considerem a humanidade como um todo; no sentido de engajarmo-nos na difícil tarefa de tornar este mundo melhor. De nos motivarmos a dar um sentido menos egoísta às relações humanas... esquecermos um pouco nossos próprios umbigos e lembrarmos que todos tem umbigos. Redes sociais são uma poderosa ferramenta que, com o acréscimo que vem tendo em tecnologia, nem fazemos idéia ainda de suas potencialidades. Creio que a ferramenta está aí, sendo aperfeiçoada. Penso que precisamos evoluir enquanto humanos porque a tecnologia não garantirá um futuro melhor se as mentes humanas não evoluírem junto.
Então, quem sabe, um dia humanos serão confiáveis. Por enquanto, não dá pra confiar na forma como administramos o mundo.
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