terça-feira, 30 de setembro de 2014


Se tem um assunto que me enoja é política. Claro, falo especificamente de política partidária porque a política, na concepção generalista da palavra, está em tudo. Tudo é política. Sua reputação e respeito no trabalho dependem de sua competência profissional mas também de sua política relacional. A sua convivência com a vizinhança no seu prédio, rua, dependem da "polítida da boa vizinhança". Às vezes é necessário engolir um sapo...ou até muitos sapos transformando a barriga em pântano hehehe.

Enfim, abordo aqui, especificamente, a política partidária que determina os rumos desse país. Estamos a alguns poucos dias de mais uma eleição. E o que vemos são velhas mentiras travestidas com roupas novas. Os discursos falam exaustivamente em "renovação", "mudança", mas no fundo é sempre mais do mesmo.

Está completando um ano das grandes manifestações populares. Faz um ano que "O Gigante Acordou", mas parece que tornou a dormir. Falo isso mas não é pelos 20 centavos, nem mesmo pelos black blocs que descambaram para a desinteligência do vandalismo, e conseguiram com isso, tirar o foco dos problemas em si e, sobretudo, legitimaram o emprego de truculência por parte de governos corruptos que não pensaram duas vezes em esmagar com vigor os movimentos públicos e silenciaram a reboque, as vozes que deveriam ser ouvidas. Com isso conseguiram fazer com que se perdesse em meio aos estrondos de bombas e gases lacrimejantes, perguntas incômodas para as quais não queriam dar respostas.
Marginalizaram as manifestações. Estas eram legítimas e tinham foco. Expunham as mazelas dos governos. Cobravam um posicionamento público. As manifestações obrigaram esses trastes políticos a se reunirem e traçarem estratégias de ação e resposta aos anseios populares. Por alguns momentos... apenas alguns momentos... os dizeres da foto acima tiveram vida.
Não foi pelos 20 centavos que os políticos se aterrorizaram. Definitivamente não foi pelos 20 centavos.
Mas... o vento de lucidez passou... e o voltamos ao velho "pão e circo". Creio que a maior evidencia de nosso inegável conformismo está traduzido pelas pesquisas das intenções de voto. Os três candidatos mais proeminentes, que tem alguma chance de lograr êxito em seus pleitos, todos eles representam a continuidade do atual modelo. Se fossemos um povo realmente indignado a abstinência as urnas seria em massa... Ou o voto nulo seria maior do que a preferencia entre estes trastes. Mas, ainda somos massa de manobra. O povo ainda é movido pelas propagandas que vinculam a escolha positivada ao exercício da cidadania. O povo sequer se dá conta de que a sua cidadania é conquistada com 5 meses de trabalho de graça, todos os anos, para sustentar esta máquina de corrupção chamada "Governo".


sexta-feira, 4 de julho de 2014

O MAIOR ADVERSÁRIO DO BRASIL



Argentina? Alemanha? França? Holanda? Colômbia?
Não. Nenhuma dessas seleções. 
O maior adversário que o Brasil enfrenta em todas as copas é sempre o mesmo. Pelo menos desde 1982, que foi a primeira copa que assisti acompanhando bem todos os acontecimentos, posso dizer que o maior e mais duro adversário a ser enfrentado e vencido pelo Brasil é a imprensa esportiva. ( a de 1978 lembro muito pouco. Era muito pequeno).
A magnifica e mais poderosa seleção que eu vi jogar foi a de 1982... Que saiu do Brasil debaixo de pesadas críticas tendo como principal alvo aquele que é, hoje, venerado como um dos maiores técnicos de todos os tempos, Telê Santana. Mas que na época, para a imprensa esportiva era apenas o técnico "burro e teimoso" só porque ousava pensar além do seu tempo e era resistente a figura dos pontas de ofício.
Em 1986, Telê ainda era o "burro da vez", porque cobrava disciplina e não tolerou as escapadas para baladas de Renato e Leandro.
Em 1990, o burro da vez foi o Lazaroni.... Mas esse foi burro mesmo...rs
Em 1994 o burro da vez foi o Parreira, (que é tido como retranqueiro fracassado por muitos cronistas esportivos ainda hoje), mesmo trazendo o "caneco" que não víamos desde 1970.
Em 1998 o estigma de burro passou a ser de Zagalo. O "fracassado mais bem sucedido do futebol brasileiro".
Em 2002 o burro da vez passou a ser o Felipão porque não levou o Romário e passou a ser o retranqueiro da vez também.
Em 2006 o Parreira e o Zagalo dividiram a culpa pela "bagunça e falta de profissionalismo" de uma seleção que, antes da copa, chegou a ser comparada com a de 1982, dada a quantidade de medalhões. A acusação de bagunça e falta de profissionalismo foram bandeiras erguidas pela própria imprensa na medida que cobravam da CBF uma postura reformuladora. Isso levou a nomeação de Dunga, que atendeu as expectativas de todos obtendo, inclusive, significativos resultados positivos com uma seleção de carregadores de piano, que chegou à copa da África em 2010 desprovida de orgulho individualista. A força estava, enfim, no conjunto. Mas Dunga passou a ser o "burro teimoso" da vez porque não levou Neymar e Ganso e, principalmente, porque bloqueou o "oba oba" da imprensa brasileira.
2014... O estigma de "burro teimoso" da vez volta a ser Felipao. Ontem mesmo assisti no canal Sportv um cronista esportivo afirmar, categoricamente, que enfim acabou a lua de mel da seleção com a imprensa e que isso é bom para a seleção porque vai "chacoalhar"...
Gosto e assisto a programas esportivos porque gosto de esportes, principalmente o futebol. Mas não tenho lembrança de, ao longo de todo esse período, ter visto uma vez sequer a imprensa contribuindo positivamente para com a seleção. 
Já não me impressiona. Sempre foi assim. A imprensa esportiva, na sua ânsia de buscar impacto como atrativo de suas matérias, fomenta um clima de crescente desconfiança e instabilidade. Agora resolveram implicar pesadamente com o lado emocional dos jogadores. Se os caras choram de emoção é porque são desequilibrados e despreparados. Se ao invés disso não demonstrassem suas emoções a acusação seria a de que não estariam levando a seleção a sério... Que seriam mercenários que só se empolgam em seus milionários clubes da Europa. Não adianta. De um jeito ou de outro vão falar. De um jeito ou de outro vão continuar sendo, sempre, o mais duro e implacável adversário a ser vencido.
Tiveram, inclusive, a infelicidade de eleger justamente o Thiago Silva como símbolo da suposta fraqueza emocional. Justo um cara que venceu duras pancadas da vida em uma queda que muito poucos teriam forças para se reerguer. Um guerreiro. Na concepção mais forte da palavra. Mas a visão machista, babaca, considera um homem que chora de emoção, um fraco. Só idiotas pensam assim. Desculpem a franqueza.

Quanto a seleção. No tocante ao que deveria realmente interessar, como eu já disse antes em algumas postagens pela grande rede, considero que não temos a melhor equipe do campeonato. Temos um time apenas BOM. Nada mais que isso. Podemos até chegar ao título. É perfeitamente possível. Mas é preciso ter em mente que é igualmente factível ficarmos pelo caminho. Pode ser hoje com a Colômbia... Ou na semi-final com Alemanha ou França... Ou mesmo em uma final com, quem sabe... Holanda ou Argentina... Mas é preciso ter em mente que há seleções melhores que a nossa e que merecem tanto quanto, ou até mais,o título. Infelizmente o "azar" que considero é que, justamente neste momento de uma limitada seleção, termos uma copa novamente no Brasil.
Vamos torcer, porém, com essa consciência. A não ser que aconteça um milagre futebolístico a vaga virá com muita luta e na base da persistência e força. Ou talvez não virá. Tenho uma opinião particular sobre o futebol que tenho visto ser jogado nesta copa no Brasil. Acho que estamos testemunhando aquela que talvez venha a ser uma profunda mudança no cenário futebolístico mundial. Mas isso é assunto para outra hora rs.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

2013 - PINTANDO NOVAS ESTRELAS






No início de 2012 eu fiz um pedido a Deus...
Vindo de duas atordoantes pancadas da vida resultantes de duas grandes decepções e ainda o falecimento de meu pai. De 2008 a 2011 foi o tempo da dor... Eu pensava que tinha parado por aí. O meu pedido a Deus foi que eu queria ter um 2012 diferente. Queria poder voltar a sonhar. Queria poder voltar a contemplar o lugar onde os montes tocam os céus, com o mesmo sentimento de esperança e conforto que sempte senti. Eu estava, ainda, atordoado e anestesiado com as pancadas que recebi da vida. Queria, ardentemente, um 2012 diferente. Esse foi o meu pedido a Deus.
O ano iniciou e a grande diferença que eu teria pela frente seria padecer alguns meses junto à dor de minha mãe, que adoeceu inexplicavelmente e, não menos inexplicavelmente me deixou. Esse foi o meu 2012.... lutando contra a minha dor. Buscando usar de toda maturidade, consciência e racionalidade que me foi possível, lutei..... Lutei para vencer a mim mesmo. Para vencer o peso da decepção, desânimo, dor, sentimento de abandono...sei lá mais o quê. Só sei que por diversos momentos, senti-me sozinho como a criança que fui, dependendo do carinho de meus pais....que não estavam mais ali.
Ou será que estavam? Creio que sim porque eles vivem em mim, mas.... nesses momentos a dor sempre me consome porque não posso mais ouvi-los..... abraça-los... Quando eu penso neles eu tenho novamente 4,5 ou 6 anos de idade.
Perdoem-me se estas linhas são carregadas de emoção muito pessoal. Mas escrevendo eu coloco para fora, hoje, a dor de minha alma. A saudade que me consome. Eu teria escrito algo a mais tempo mas resolvi que não escreveria novamente enquanto não estivesse, novamente, equilibrado emocionalmente. Mas parece que não consegui cumprir porque aqui estou eu, novamente em lágrimas.
Realmente não há como vencer a saudade. Eu desisto de lutar contra ela.
Que Deus me ensine, nos anos que me restam, a conviver com saudade e a alimentar o sonho de um dia reencontra-los. Um dia estaremos, novamente, juntos. E eu serei novamente criança.... a criança que na verdade eu sou, dentro de um corpo gigante... mas o que há dentro de mim é uma criança que quer, a todo custo, sorrir e brincar..... ser feliz.
Adultos falam em felicidade mas só as crianças é que sabem ser realmente felizes. A vida nos ensina a olharmos para elas.... a aprendermos com elas.

"Apenas a noite saberá... porque os céus nunca revelam...todos os sonhos que existem para se conhecer...Pinte o céu com estrelas".
http://www.youtube.com/watch?v=nGsrEsRSMEs

Agora, para o ano de 2013 que se inicia, quero fazer novamente um pedido a Deus.
Um pedido de uma alma de criança....
"Deus Eterno e Senhor da minha vida... Permita-me pintar o céu com estrelas. Guia-me por onde eu andar".

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O FIM DA SACOLINHA DOS MERCADOS É A SALVAÇÃO DA NATUREZA! ACREDITE QUEM QUISER PORQUE EU TÔ FORA.


O grande problema é que o povo é "colador de figurinhas" mas se acha sábio e profundo lutador das causas ecológicas. A primeira besteira fantasiada de verdade que aparece pela frente adornada de um discurso politicamente correto é o suficiente para arrebatar milhares de ovelhas cegas ao matadouro do entendimento crítico.
BESTEIROL COLETIVO, é o que tenho visto em pretensos movimentos e iniciativas que nascem nas ideologias do governo hipócrita e predador das massas; que jogam suas iscas nas mais diversas formas de mídia que ali recebem a roupagem convincente do modismo. PRONTO! O produto final é um bando de gente dizendo amém a tudo o que parece verdade, mas tem essência de mentira.
Sabem o que realmente assusta?
O que assusta é ver que bastaria somente pensar um pouco. Exercitar o senso crítico, o ceticismo. Não é difícil notar que a incoerência é totalmente aparente e ainda assim milhares de pessoas se conformam com a completa cegueira. Milhares aceitam ter uma mente improdutiva e preferem a cômoda e pacífica zona de conforto, andando para onde seguir a multidão.
Ora, se está todo mundo indo é porque deve ser bom e correto não é??
É por isso que o povo é e vai continuar sendo, ainda por muito tempo, MASSA DE MANOBRA, cuja caixa craniana serve somente de suporte para sustentar os olhos que alimentam a alma de pão e circo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.




PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.

Não acredito em humanos porque todos têm uma inclinação natural para fazer o que é mal. Porque esta inclinação contagia inevitavelmente a todos os humanos na proporção em que deixam a infância e alcançam o entendimento de adultos. O conhecer a diferença entre o bem e o mal é também conhecer duas opções e inevitavelmente o homem convive com uma e outra no curso de sua vida. Uma dualidade comum a todos, onde ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal.
Este assunto é vasto e bastante ideológico, digamos assim e muitos vão concordar com pouquíssima coisa do que vou dizer; mas minhas considerações estão longe de serem postas como verdades absolutas. São apenas conjecturas.
Serei específico com o foco no que me levou a escrever estas linhas.
Falarei sobre o mal inevitável ao gênero humano.

Acima eu disse que “...ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal”. Claro que estou excluindo aqui os que “planejam” o mal. Aqueles que têm o mal como objetivo desejável. A estes eu não atribuo a palavra “ERRO”, justamente porque errar é “tentar acertar e não conseguir”. Os que desejam o mal não tentam acertar (fazer o que é bom). Fazem o que desejam que é o mal para o próximo em prol de seus objetivos. Logo, excluo estes da minha abordagem.
Falo aqui de toda a parcela de humanos (a grande maioria) que deseja fazer o bem, que planeja o bem, mas nem sempre consegue atingir porque o erro as leva a errar o alvo. E quem é que sofre desta dificuldade? TODOS, simplesmente todos os humanos, inclusive eu é claro. (Esse é o meu entendimento da questão).
Até aqui eu creio que está tudo bem para o amigo(a) que ousou empregar seus preciosos minutos para ler, mas acredito que daqui para diante o que eu tenho para dizer desafia alguns conceitos que estão amalgamados com o próprio entendimento do que é ser “humano” em muitas das filosofias de vida. Aqui eu serei mais obtuso sem medo de errar até porque este texto mesmo apresenta os humanos como pessoas que tentam acertar, mas que inevitavelmente incorrem eventualmente em erro. Aceito minha condição humana e não nego que meus conceitos são passíveis de serem mudados na medida em que eu evoluo, mas nem por isso me furto em apresentar como hoje penso.
Entendo que o gênero humano sofre de um estado de corrupção da alma (degeneração desta), que faz com que todos careçam de assimilarem valores excelentes no curso da vida. Valores tipo: amor, caridade, compreensão, paz, felicidade, justiça...etc... Sem os quais o humano se perde em meio a uma selvageria bestial. Humanos que são privados destes valores por toda uma vida, duas coisas acontecem com estes: Ou descobrem um líder mal que os domine e descambam para o fundamentalismo; ou vivem como bestas fera destruindo a si mesmos e a outros que nada tem com eles. Mas aí alguém perguntaria: “Mas e os que recebem educação familiar e com ela os valores excelentes os quais você citou acima e ainda assim descambam para o mal, ou ao menos sustentam um estado distorcido destes valores?”. Eu responderia: É exatamente isto que chamo de erro (errar o alvo). Claro, considerando que o alvo seja fazer o bem. Considero que este é o grande desafio a ser perseguido pelo homem em um mundo cada vez “menor” no sentido de espaço e recursos para subsistência. Cada vez mais é importante que os humanos desenvolvam um novo sentido de existência que não considere mais objetivos pessoais exclusivos, mas objetivos pessoais que eu chamaria, em trocadilho, de “inclusivos”. No sentido de que o meu semelhante seja menos concorrente e mais parte do meu sucesso ou fracasso. É preciso despertar a consciência de que o que chamamos de “humanidade” nunca vai ter sentido pleno se não considerarmos um todo como alvo. A humanidade é uma grande tangerina onde cada um de nós somos um gomo. Se falta um gomo a tangerina não está completa. Como podemos falar em humanidade se não somos humanos com todos?
Aqui acho que vale a pena repetir que os que “planejam o mal” estão fora da minha abordagem. Eu falo daqueles que assimilam ou tentam assimilar os valores excelentes, desejam e tentam fazer o bem, mas que por vezes erram o alvo. Aí alguém poderia me perguntar: “Mas escrevendo aqui é mole. Como saber diferenciar entre os que planejam o mal e os que estão tentando acertar, mas erram?”. Eu responderia: Eu não disse que é fácil diferenciar. Mas digo que a forma mais eficaz de fazê-lo é olhar o fruto que as pessoas produzem. Assim como as árvores recebem o nome segundo o fruto que produzem, assim humanos também produzem frutos segundo a essência que carregam em si mesmos. Se notar uma bananeira produzindo laranjas, ainda que se pareça com uma bananeira, na verdade é uma laranjeira. Se existe forma mais eficaz de diferenciação eu desconheço.

Bem, prosseguindo na linha de raciocínio focando o “desejar o bem e às vezes errar”, temos as relações humanas como o campo onde tudo se desenvolve. Sabemos e reconhecemos que não existe nada mais democrático que o erro, embora muitas das vezes vivemos como se não errássemos, como se o erro fosse uma exclusividade dos outros. Muitas vezes nos vemos como se fôssemos o sol da galáxia e todos os planetas devem girar em torno de nós. Em torno de nossos conceitos e abstrações pessoais.  Ignoramos que ao desejar fazer o bem estamos sujeitos a errar. Erros que na maioria das vezes não é na essência, mas sim na forma. Por vezes parece que não nos caiu a ficha de que humanos, todos, sem exceção, erram mesmo quando tentam acertar. Não alcançamos o entendimento de que mais erramos do que acertamos no curso da vida e que, como disse a minha prima Eleni Rego em um comentário que fez a um texto meu, dias atrás: “...afirmo que os erros são nossas melhores lições, aprendemos muito mais com o sofrimento do que com a alegria, porque certamente não vamos mais querer repetir a dose da dor...enfim faz parte da Vida”. Sim, isso! Faz parte da vida! Acertar e errar faz parte da vida! E concordo integralmente com Eleni que aprendemos mais com os erros do que com os acertos.
Aqui eu vou usar de mais especificidade. Vou ser sincero em afirmar que não estou ainda totalmente convicto disso, mas, parece-me que o que mais atrasa e dificulta as relações humanas no tocante a uma maior compreensão mútua é o “pretenso poder de julgamento” que além de rotular pessoas, sectariza, divide, separa, desune. Tudo em nome de um conceito pessoal ou entendimento particular que ignora que somos todos iguais... ou deveríamos ser.
É impressionante como o julgamento nos fecha para um ângulo diferente e nos faz rotular pessoas e atira-las em uma vala comum de erro da qual pensamos não participar. É fácil julgar... É fácil afirmarmos que estamos certos, isolarmo-nos em nossas abstrações e condenar outros pelos erros cometidos. Sim é fácil. E sabem por que é fácil? Porque o coração humano é igual a internet. O que quisermos encontrar encontraremos. O segredo é saber o quê, exatamente, buscamos. Para dar continuidade à desagregação nas relações basta aplicar a seguinte fórmula: 1 – Oculte seus próprios erros atrás do entendimento do que VOCÊ acha certo. Ignore outras cosmovisões e se ache “o sol da galáxia”. Assim você estará ignorando que é alguém sujeito à falhas também. // 2 – Julgue (como quem está de fora do erro). Julgue rotulando as pessoas segundo seus conceitos pessoais. Com base no seu próprio umbigo. Ignore que há sabedoria na diversidade. 
E se isso lhe soa estranho e duro, não se surpreenda se eu disser que estas são duas das coisas que mais os humanos fazem no curso de sua vida. 

Estamos às portas de um novo ano. Sugiro que o momento seja propício para nossas avaliações pessoais, mas, que, por Deus, estas avaliações considerem a humanidade como um todo; no sentido de engajarmo-nos na difícil tarefa de tornar este mundo melhor. De nos motivarmos a dar um sentido menos egoísta às relações humanas... esquecermos um pouco nossos próprios umbigos e lembrarmos que todos tem umbigos. Redes sociais são uma poderosa ferramenta que, com o acréscimo que vem tendo em tecnologia, nem fazemos idéia ainda de suas potencialidades. Creio que a ferramenta está aí, sendo aperfeiçoada. Penso que precisamos evoluir enquanto humanos porque a tecnologia não garantirá um futuro melhor se as mentes humanas não evoluírem junto. 
Então, quem sabe,  um dia humanos serão confiáveis. Por enquanto, não dá pra confiar na forma como administramos o mundo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

UMA MENSAGEM DIFERENTE DE NATAL - UM CONVITE À REFLEXÃO




Quando eu era bem pequeno uma vez escutei uma pessoa mais velha dizer que o natal era uma data triste. Não ousei perguntar talvez devido a pouca idade que tinha à época, mas confesso que aquela expressão causou-me estranheza. Como poderia uma data festiva e comemorada com tanta alegria em família e amigos, ser algo triste? Afinal tristeza não é o contrário de alegria? Bem, os anos foram passando e eu crescendo e adquirindo mais experiência na arte da vida e as leis da sobrevivência e limitações humanas vão ficando cada vez mais claras aos nossos olhos. Se a experiência é algo que todos queremos ter, ela tem um preço a pagar. E esse preço é a quebra do “encanto”. A experiência não impede o sonho, mas certamente comunga com a dura realidade. E a realidade é que se alguém quiser transformar o sonho do futuro em realidade um dia, vai ter que aprender a lidar com as dificuldades da caminhada.

Mas estávamos falando do Natal não é?
Sim claro...
Mas não deixamos de falar do Natal. Afinal o que é o Natal? Qual o fundamento do Natal?
Natal é a celebração do nascimento de uma criança. Mas seria somente isso? Quantas crianças nascem no mundo a cada minuto? Por que atravessamos séculos celebrando o nascimento de uma única criança? O que há de especial nesta criança que a torna diferente de todas as outras?
Sim, são perguntas para as quais todos sabemos a resposta. Trata-se de uma criança especial, que é especial não por causa do seu nascimento, mas por causa do contexto de toda a sua vida, inclusive sua morte e sua Ressurreição. Sim, porque se essa criança não tivesse ressuscitado ela seria igual a qualquer outra criança que um dia nasceu e um dia morreu. Situação pela qual nós, que um dia fomos crianças, também vamos passar.
Foi quando aproximei-me mais do entendimento do que de fato é o cristianismo foi que eu descobri o verdadeiro sentido do Natal. Assim como a criança que nasceu no dia que convencionamos chamar de natal é especial não somente pelo seu nascimento, mas sim por toda a sua Vida e Morte e ainda Ressurreição; assim também, para nós o natal não deve ser a celebração da alegria de um simples nascimento, mas também a celebração da superação das dificuldades do curso da vida e também da presença essencial daqueles que já cumpriram sua jornada mas que para sempre estarão ressurretos em nossos corações.
O contexto do Natal é o contexto de uma vida. Uma vida inteira, com alegrias, dores, perdas, superações e tudo aquilo que enfrentamos em nosso dia a dia. Sabe por que o Natal fica triste? Porque simplesmente somente celebramos o nascimento. Esquecemos que esta criança cuja nascimento celebramos, vai precisar ser alimentada, cuidada, conduzida, durante todo o ano. Deveríamos celebrar o Natal como se fosse o aniversário de um filho, de quem não somente lembramos no dia do seu aniversário, mas por quem trabalhamos  e nos empenhamos o ano todo para que tenha o melhor dos crescimentos que nos é possível dar.
Assim gostaria Jesus de ser tratado por cada um de nós. Ele é o menino que gostaria de ser lembrado durante todo o ano... mais que em uma simples data festiva. Jesus é o menino que gostaria de ser lembrado no momento da dificuldade, no momento da perda, no momento da dor, na satisfação da superação. Jesus é o menino que deseja crescer dentro de nós a cada dia, para que, ao se completar mais um ano, no próximo Natal, lembremos de tudo o que passamos com Ele Vivo dentro de nós.
Assim, amigos, certamente o Natal deixará de ser uma data triste, como é para muitos.
Quando entendemos o verdadeiro espírito do Natal que é mais que uma simples celebração de um nascimento mas sim a celebração de toda uma Vida de alguém que deu a sua própria vida por amor de nós... Quando entendemos isso, seremos verdadeiramente felizes no Natal!
Hoje é 24 de Dezembro...  Não importa se a data é realmente essa ou se é uma data meramente comercial... o que importa é o verdadeiro espírito do Natal que é a presença da Pessoa de Jesus, não apenas como apenas uma criança, mas como alguém que nasceu, viveu e morreu por amor de nossas vidas... em quem podemos depositar todas as nossas esperanças e ansiedades que ele sabe como cuidar de nós.
Hoje é 24 de Dezembro.... Ainda há tempo para você meditar no que Jesus mostra ao seu coração. Esqueça um pouquinho o clima festivo e tire alguns momentos para parar, meditar e ouvir a voz de Jesus em seu coração.... ainda há tempo de celebrar um Natal especial para a sua vida. Um Natal como talvez nunca antes tenha vivido. Um Natal COMPLETO celebrando a VIDA de Jesus em seu coração.... algo que terá significado para a sua vida pelo resto do ano, para que, em dezembro de 2012, você venha a comemorar o que viveu com Jesus durante todo um ano, sejam as vitórias sobre as dificuldades ou mesmo as alegrias do porvir.

Pense nisso
Desejo um Natal Pleno de Jesus em sua vida
Paz seja contigo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011





UM PEDIDO AOS AMIGOS...

Gostaria de informar aos amigos que estes artigos, algumas vezes são escritos até de um celular. Em momentos que me sinto inspirado, motivado pelo assunto tratado. Escolhi fazer assim para ter quase que a mesma simplicidade que tenho nas redes sociais. Isso tem um preço a ser pago. Nem sempre eu tenho tempo disponível para revisar mais detalhadamente os textos, e alguns erros de escrita passam batido. Muitas das vezes eu publico textos completamente cansado após noite em claro trabalhando.
Peço a compreensão de todos. Tem que ser assim porque de outra forma eu acabo não escrevendo nada. Conto com a compreensão de todos neste sentido.

VALEU!  rs