sábado, 19 de março de 2011

A SOBERANIA IMPERIALISTA NO BRASIL



O Prefeito Paes, ao saber que as autoridades americanas decidiram não fazer mais discurso público, mostrou surpresa mas disse tentando ser bem humorado, que “ao menos não vai entrar para a história como o prefeito que fechou o amarelinho”. Isso, no mínimo, é uma declaração auto-condenatória não só de uma medida impopular, mas sobretudo incorreta, equivocada. Mas nem vou me estender nisso.
Eu teria muita coisa para escrever aqui, mas seria coisa demais. Vou me deter na notícia do link do “R7 notícias” que fala do epísodio onde um assessor do FBI disse para o dono de uma banca de jornal da 13 de maio (que não abre aos domingos), que ela “tem que abrir domingo para inspeção, senão seria retirada dali”.

Indo direto ao assunto, sem rodeios, vai retirar a banca do cara por que? Sem previsão legal e sem autorização do dono, configura furto!
Querem tirar porque suspeitam que pode haver bomba lá dentro?  Eu nem discuto se há ou não risco real ou necessidade de tanto, apesar de isso me parecer uma palhaçada. O que de fato me incomoda é ver autoridades federais norte-americanas interagindo com o povo dizendo o que deve ou não deve abrir, e pior, estabelendo “penas”, como no exemplo dado onde o assessor do FBI disse que se a banca não for aberta para revista no momento da inspeção deles, “será retirada”. Onde estão as autoridades públicas do Brasil, do estado? O FBI manda muito, mas é em solo estadunidense. No Brasil mandam as autoridades brasileiras e fim de papo. Que palhaçada é essa? Me corrijam os advogados de plantão, isso me parece caso de violação da soberania nacional. Se uma simples banca de jornal não significa nada para o FBI, e o dono dela menos ainda; para o Brasil significa que um cidadão que paga impostos e taxas para ter direito a viver e sustentar o seu negócio dentro da legalidade está sob ameaça de ter o seu bem furtado por pretensas autoridades que aqui não deviam mandar nada! Os incomodados que se mudem ou que se planejem adequadamente junto ao Governo brasileiro. Eles poderiam, por exemplo, comprar a banca de jornal do cara por 500.000 dólares, já que “olhar ela por dentro é tão importante”. Tenho certeza de que o dono venderia. Comprar as barraquinhas de cachorro quente pela bagatela de 200.000 dólares cada uma para garantir que elas não estivessem ali, etc... Agora, vir na marra e dizer o que abre e não abre e as autoridades brasileiras permitirem com que o solo brasileiro e nossas leis se submetam aos norte-americanos???? Isso é um absurdo total! Inaceitável, intragável!
Se as autoridades brasileiras pretendem sustentar este absurdo, que hasteem a bandeira norte-americana e rasguem a bandeira brasileira, para, pelo menos, mostrarem a verdadeira face do que está acontecendo neste final de semana no Brasil.
E que mal lhes pergunte. Se alguém souber responder, por favor, responda...  QUE BOSTA VEM FAZER O OBAMA NO BRASIL? Acaso ele veio liberar alguma grana para investir na Amazônia ou no combate à fome ou mesmo ao crime? Ou veio pegar carona na excelente imagem do Brasil no cenário internacional e na solidez de uma economia que demonstrou força em meio à última crise? Não vejo outra razão para a visita dele a não ser a busca por um palanque político com visibilidade mundial.
E depois uma meia dúzia aí se sente ofendida quando os argentinos nos chamam de “macaquitos”.
Tenho que trabalhar amanhã. Só falta eu ser impedido de chegar ao meu trabalho e o meu carro ser violado por estrangeiros invasores! Eu vou arrumar problema porque se o FBI ou qualquer outra "milícia gringa" parar meu carro para revistar eu vou me negar e exigir ser revistado por autoridade brasileira!
Eu não sei qual o slogan adotado pelo governo Dilma, mas para parar de falar nesse assunto que me dá nojo, vou plagiar o slogan do governo Lula: “BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS”!!! E é mesmo porque nossas autoridades nos roubam em pesados impostos, nos cerceiam em nossa liberdade, nos impedem de trabalhar e ainda vendem nossa soberania em troca de dividendos políticos. Esse é um país de tolos porque nós somos os tolos que aceitamos tudo isso calados!

Sem mais.

sexta-feira, 4 de março de 2011

"MATO POR SATISFAÇÃO"


Proposital o título fazendo referência à mensagem de capa do jornal "O Popular" de Goiás.
Segundo o jornal, estas foram as palavras de um Cabo da PM obtidas por gravação legalmente autorizada em inquérito que corre na Polícia Federal.


O site G1 Brasil, nesta quinta-feira, 03/03 noticiou um cerco policial empreendido em torno da sede do jornal “O Popular” de Goiás. Tal cerco, segundo o jornal, se deu em ato intimidatório dirigido aos profissionais do jornal  em represália à divulgação de trechos das escutas telefônicas que integram o inquérito da Polícia Federal que investiga um grupo de extermínio acusado de mais de 30 assassinatos no estado.
Na verdade apesar do inquérito reconhecer até aqui 30 mortes por ações deste grupo de extermínio, considera-se a possibilidade de que este número seja muito maior. Em dois anos cerca de 117 pessoas foram mortas pela polícia, em suposto confronto onde, muitas delas sequer tinham passagem pela polícia.
Algumas medidas “me engana que eu gosto” foram adotadas na tentativa de apagar o fogo. As costumeiras tipo: afastar comandantes e trocar pessoas de setores. Mas nada consistente e, se não fosse pelo inquérito da PF, não haveria ninguém na cadeia. A PF enjaulou 19 policiais, o subcomandante da PM e o ex-comandante da Rotam.
Agora, depois do cerco ao jornal que ampliou a situação para uma notoriedade à nível nacional, o secretário de segurança de Goiás, João Furtado, considerou a ação policial ilegal e afirmou que vai reformular as normas de conduta da corporação. O governador de Goiás, para posar de “presente”, afirmou que “não vai admitir qualquer ilegalidade ou afronta à liberdade de expressão”.  Bem políticos, claro. Mas que tipo de aplicabilidade isso tem diante do que vem ocorrendo? Será que “rever normas” limpará as mãos sujas da instituição policial diante do exposto? A situação urge não por revisão burocrática de normas mas sim de CADEIA para os articuladores e colaboradores deste grupo de bandidos e assassinos fardados!
Agora, indo um pouco mais à dentro desta questão.
E se não tivesse ocorrido o cerco à sede do jornal? Se não tivéssemos o tal ato intimidatório? Será que teríamos a imprensa engajada nesta amplitude no sentido de revelar as laranjas podres e prendê-las? Destaco sim, positivamente, o trabalho da PF. Há muito venho afirmando ser uma das raras instituições públicas que funcionam neste país, mas, o inquérito corria dentro de um padrão de “normalidade”, por assim dizer. Agora, por conta do abuso de poder expressado no cerco, a imprensa nacional, enfim, vira os holofotes para a questão e trabalha a indignação pública do povo.... mas em torno de quê???
Das, até aqui, em dois anos, 117 vítimas de abusos policiais?
Não! A imprensa está repudiando o cerceamento à informação. As vítimas vêm à reboque, como se o dano maior fosse a intimidação e não os assassinatos. Esse é o meu foco na questão.Estamos cansados de ouvir falar em “banalização da vida”, mas a coisa está desandando de vez. Não por conta de números de mortos, mas pela absoluta tolerância que as instituições públicas e privadas, e porque não dizer, a sociedade como um todo parecem alimentar com relação às atrocidades cometidas contra o indivíduo. A imprensa, de um modo geral, é omissa porque se manifesta incisivamente e cobra pesadamente somente quando pisam no seu calo. Talvez, não fosse o cerco policial intimidatório, teríamos mais dois anos com o número de vítimas dos pseudo-policiais dobrando para 234.
Vale lembrar que atos deste tipo primeiramente demonstram o nível do descaso com a Ordem Pública e a certeza da impunidade.
Link da notícia no G1:

terça-feira, 1 de março de 2011



Nesta terça, 01 de março, a Presidente Dilma participou do programa global matutino “Mais Você”, apresentado por Ana Maria Braga. Fez um omelete, mas isso não importa  rs. Dilma falou sobre muitas coisas e respondeu algumas perguntas, mas destaco abaixo e comento o que mais chamou-me a atenção em tudo o que ela disse.

Ouvi Dilma afirmar que o governo pretende exigir que os imóveis do programa “Minha casa, minha vida” esteja em nome da mulher porque entende que esta não vai  “passar o imóvel pra frente” por ser lá que ela se mantém com sua prole. O site da Globo divulga esta informação: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/03/01/em-programa-na-tv-dilma-foca-em-mulher-para-combate-pobreza-923900070.asp
“...O governo vai exigir que as mulheres tenham a titularidade das casas construídas à partir do programa de habitação Minha Casa, Minha Vida”.

 Acredito que a intenção da Dilma é boa, além de ser uma maneira de manter acesa a chama da representatividade feminina, o que é bom para a imagem política dela. Contudo isso me soa um tanto quanto preconceituoso. Qual o sentido prático disso? O incentivo à implantação da família matriarcal? É preciso que se diga que a lei não privilegia o homem quando um casal adquire um imóvel financiado. Ambos tem plenos direitos e deveres sobre o imóvel. E digo mais, no caso de uma separação judicial, normalmente são as mulheres que permanecem no imóvel com os filhos e o homem sai, o que já é visto com certa naturalidade pela sociedade como um todo. Sendo assim, que tipo de reparação a Presidente Dilma pretende empreender? Que tipo de melhoria para a família em si tal medida iria promover? Entendo que isso somente iria promover mais burocracia para uma questão que já é complicada. Por isso não acredito que isso sirva para outra coisa a não ser para a vinculação da imagem da mulher em torno da imagem política de Dilma.
Quanto ao “passar o imóvel para frente”, é preciso que se diga que é papel do governo e de suas abastadas e bem remuneradas instituições de regulação, fiscalizar os trâmites contratuais em curso. Isso não deve servir de muleta para a Dilma adotar medidas promotoras de imagem política. Há informações de que construtoras estão usando material de segunda categoria na construção dos imóveis, inclusive entregando imóveis inacabados ao usuário. Com isso o governo não se importa já que seu foco está todo nos dividendos políticos do número de novas unidades habitadas. Não interessa ao governo fiscalizar efetivamente as empreiteiras.

É por isso que digo que é justamente a política que macula e corrompe as ações de um governo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011


O "UNIVERSO PESSOAL"
Quão estranho não nos parece o título destas linhas, "Universo Pessoal". Ora, se é universo, como ser pessoal? Como considerar que alguma coisa possa ter amplitude universal sendo de leitura pessoal? Mas é imerso neste paradoxo que entendo estarem as relações humanas. Não me refiro a nenhuma situação específica, mas falo de forma generalista. Tenho observado ao meu redor que as relações humanas, sejam em quais esferas forem, revelam um universo de pessoalidades. Todos são gestores (alguns se acham até criadores) do mundo e das circunstâncias que os cercam. Cada um tem razão sobre todos. Cada plano e projeto pessoal tem prioridade sobre os outros , assim como cada conceito e princípio. Não se considera a natural e salutar oposição pacífica de idéias diante de tão grande teia de possibilidades e que prevaleça o mais forte. Uma idéia deve vencer a outra. Uma idéia deve matar a outra. Uma idéia deve morrer!
Seria correta esta perspectiva predatória das relações humanas? A meu ver, e aqui sou bem mais específico, isso fundamenta alguns adoradores da "Lei do Gérson" que induz as pessoas a levar vantagem em tudo.
Critica-se a pilantragem alheia, porém é licito ser mais esperto e tentar conseguir vantagens nas situações corriqueiras. Isso chega a refletir até na forma como criamos nossos filhos. Lembro-me que a 12 anos passados, certa feita, em uma mesa de café da manhã no local onde trabalho, observei atentamente um amigo com um largo sorriso no rosto, contar as estripulias de seu filhão que estava agarrando as menininhas da sala de aula dele e que a mãe já teria ido duas ou três vezes na escola e não deu jeito e que ele estava sendo chamado. Dizia ele: “Esse moleque não é fácil. Vou ter que ter uma conversa séria com ele”. Contudo ele falava isso entre sorrisos e brincadeiras descontraídas de amigos de trabalho até que disse ainda: “Este moleque puxou o pai”.
Eu, quieto estava e quieto permaneci tomando meu café e somente observando, até que alguém me perguntou o que eu achava da situação. Eu resolvi responder em forma de pergunta. Eu sabia que ele tinha um casal de filhos sendo o garoto e a menina mais nova, lancei então: “O que você faria se fosse chamado à escola porque sua filha estivesse sendo agarrada por um menino da turma?”. Ele, imediatamente mudou o semblante, se esforçou para manter o sorriso sem graça no rosto enquanto outro amigo falava: “Está vendo? Pimenta nos olhos dos outros é refresco”.
Aqui, diga-se de passagem, temos muito mais do que simples machismo. Aqui temos o resultado de uma sociedade viciada nesta cultura predatória, onde o mais “esperto” é o que afere vantagem sobre seu semelhante. Alguns chegam a atribuir peso de honra a tais delitos morais.
De igual modo, vemos, nas relações profissionais onde interagimos com companheiros de trabalho, que muitos levam o dia a dia como se estivessem em um campo de batalha onde o seu companheiro de serviço é o seu principal opositor e adversário. Pessoas que deveriam estar unidas em torno de um ideal já que a lógica indica que se um ganha todos ganham e se um perde todos perdem. Mas ainda assim, os tais “espertos, malandros” desafiam a própria lógica como se estivessem cegos e perdidos, vagando em meio às suas sandices. Completamente avessos à qualquer princípio ético, alguns ainda ocupam funções de liderança e avaliam seus subordinados. Que tipo de avaliação profissional um sujeito desses pode produzir?
Cobramos do poder publico uma polícia mais honesta e eficiente. Profissionais da saúde mais humanos, políticos que não sejam corruptos...etc... Parecemos esquecer que somos nós que estamos lá. Policiais são pessoas, médicos são pessoas e políticos são pessoas. Será que não há algo de errado na consciência social? Entendo que mais dia menos dia vamos ter que repensar nossa própria existência enquanto seres sociais e gregários. E creio que isso vai se dar por força das circunstâncias, tamanho o nível de crueldade, desumanidade, desonestidade, e corrupção do gênero humano.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Foi prejudicado pelo apagão no Nordeste? Saiba como cobrar seus direitos - 04/02/2011 - UOL Notícias - Cotidiano



Ah sim. Deixa ver se eu entendi direito. O consumidor tem até 90 dias para fazer reclamação sobre o produto. Vamos dizer que eu tivesse sido contemplado com uma geladeira queimada. Claro que no primeiro dos 90 dias eu iria fazer a reclamação. Apresentada a reclamação a distribuidora de energia tem até 10 dias corridos para inspecionar e vistoriar o equipamento danificado (só para ver o aparelho). Frisando aqui que os 10 dias são só para constatar se eu estou brincando de aparelhinho queimado com eles. Somente depois, eles vão começar a pensar em dar alguma resposta para o consumidor, mais 15 dias! (esse tempo todo deve ser para ver se tem como "tirar o corpo fora" e dizer que o dano é consequência de mau uso).
Depois de 10 dias para dar as caras e mais 15 dias para pensar no que vão dizer para o cliente (Total 25 dias até aqui); "se concordarem com a reclamação", lá se vão mais 20 dias para eles recolherem o aparelho e consertarem e devolverem. Ou seja, depois de queimada, minha geladeira pode levar até 45 dias para ser consertada, isso se concordarem com a responsabilidade pelo dano!
Neste meio tempo, claro, a ANEEL, reguladora oficial desta bosta de serviço; vai me emprestar a geladeira deles para que os mantimentos da minha geladeira não apodreçam em meio a tanto descaso e desrespeito para com o consumidor.
Na boa amigos, quando leio coisas como estas chego a inevitável conclusão de que esse é mesmo "um país de tolos". Eles fazem o que querem de nós e aceitamos tudo como cordeirinhos. Nos adestraram ao longo dos anos a passar 4 ou 5 meses de cada ano trabalhando de graça para sustentar a máquina de corrupção travestida de Governo e aceitar absurdos como este que exemplifiquei, e que eles tem a coragem de chamar de exercício de direito.

Um dia, quem sabe, acordamos para a realidade e descobrimos o que há por trás de cada carnaval, e big brothers da vida.


Link da notícia:http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/02/04/foi-prejudicado-pelo-apagao-no-nordeste-saiba-como-cobrar-seus-direitos.jhtm

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011



Explorando o Horizonte do Entendimento
Eu gosto de me alimentar do que leio, por isso sou seletivo e não leio qualquer coisa. Claro que isso também não significa que eu censure minha leitura lendo somente aquilo que corrobora com o que penso. Longe disso. Quando se lê, deve-se ter objetivos; e o mais sublime e fundamental de todos é o “Saber”. É através do conhecimento que temos das coisas, circunstâncias, pessoas e do sistema que nos cercam que desenvolvemos nossa inteligência através de uma opinião formada e um senso crítico apurado. Não há outro caminho. Mas para isso, independente de termos uma base conceitual formada, temos que estar abertos à necessidade de conhecer as opiniões adversas. Eu, particularmente, quando trato de algum assunto para o qual tenho uma opinião formada, gosto mais de me inteirar das opiniões contrárias do que das favoráveis. É justamente conhecendo a opinião contrária que nos damos a oportunidade de conhecer novas perspectivas e mudar, evoluir nosso pensamento ou mesmo reafirmar com mais fundamento a nossa oposição. Lembrando, claro, que oposição não significa guerra de idéias onde o argumento alheio deva ser destruído. Eu acredito no valor agregado das idéias e que, no campo das opiniões, ninguém detém a verdade absoluta.

Alguns pensam que quanto mais firme e imutável uma pessoa é acerca de determinado conceito, mais ela conhece e domina este conceito. Um erro crasso. Isso não é conhecimento; isso é teimosia e ignorância. A pessoa que mais conhece e domina determinado conceito, menos vê necessidade de auto-afirmação. A auto-afirmação é para os inseguros e “sábios de Google e Wikipédia”. E aqui é preciso pontuar que nada tenho contra as ferramentas em si, mas sim contra a ostentação e a afronta que estas pessoas cultivam em suas personalidades doentias.

Por outro lado temos grandes mentes que, não obstante a grande bagagem de conhecimento e experiência de vida que carregam, adornam o seu saber com a impagável humildade. Sem dúvida um adorno de ouro que valoriza sobremaneira todas as qualidades de uma pessoa. Pessoas verdadeiramente sábias que preferem se calar a partir para o confronto predatório de idéias com baixarias e discussões que não levam a nada.

E qual o tamanho do horizonte do entendimento? Como expandir este horizonte?
O horizonte do entendimento de uma pessoa tem o tamanho equivalente à distância até o horizonte literal. Em outras palavras, assim como somente podemos contemplar a linha do horizonte e mesmo que passássemos a vida andando nunca o alcançaríamos, mas conheceríamos todo o planeta; assim, também, se dá com o horizonte do entendimento. Quanto mais se busca mais ele parece distante, e o premio pela busca é o alargamento das fronteiras do conhecer e do saber.


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

E o Sarney preside novamente o Senado.




Pela quarta vez Sarney presidirá o Senado naquela que disse ser a sua última administração da casa. Na mais pura demonstração de hipocrisia afirmou que “não desejava o encargo, mas que não poderá fugir”, disse ainda que “faria mais esse sacrifício pelo país”, como se houvesse um clamor por sua permanência. Talvez até haja. Não por parte do povo, mas sim por parte de seus colegas senadores. Talvez com receio do opositor de Sarney,  Randolfe Rodrigues do PSOL e também candidato à presidência da casa que afirmou, entre suas propostas, que “faria uma auditoria nas contas do Senado”. Escutar isso talvez tenha sido perturbador e conclusivo na escolha dos Senadores, e vamos ter que engolir o Sarney novamente, com seus conluios e apadrinhamentos costumeiros.
Eu não resisto e tenho que plagiar aqui o narrador esportivo Januário de Oliveira:
“Taí o que você queria... “

É bola rolando e a vida que segue. Governar ainda continua sendo sinônimo de fazer e sustentar conluios com objetivos pessoalizados na busca pelo poder, tendo o bem estar do povo como objetivo secundário. A prioridade máxima para os políticos é a perpetuação nos corredores do poder e a ampliação dos horizontes econômicos e da rede de tráfico de influências.
Na verdade nem sei por que resolvi abrir este comentário. Não há nada de novo e talvez as poucas pessoas que me lêem nem se sintam motivadas para ler até o fim. Um assunto chato, recorrente, para o qual todos sabemos não haver solução na simples retórica de um ou outro que repetidamente levante a voz contra a corrupção. Diria Léo Jaime: “Nada mudou”. Aliás, fica aí a sugestão de um interessante exemplar de musicalidade dos anos 80 que eu curti muito: http://www.youtube.com/watch?v=J6dwER75Wwo.

Contudo, ao pensar assim, sou quase que imediatamente acometido pela consciência de que o silêncio do “não adianta nada mesmo” pode até provocar um alívio imediato, mas além de também não resolver nada, só rola o problema para mais à frente,  mas ele continua lá diante dos meus olhos. De uma coisa eu tenho certeza, se acreditamos que alguma coisa tem que mudar neste país, isso terá que nascer na consciência do povo de forma coletiva e contagiante.
Político não se preocupa com as necessidades de pequenos grupos.
Político não se preocupa com aumento da criminalidade e queda da qualidade de ensino ou falência da saúde pública (isso até lhes favorece).
Político só tem medo de uma coisa. Da consciência coletiva do povo, que eles medem com o mecanismo do índice de popularidade. Eles têm verdadeiro pavor de medidas consideradas “impopulares” mesmo que sejam boas medidas e salutares à sociedade. Se não resulta em um bom marketing pessoal, nada feito.
Por isso chego à conclusão de que vale sim à pena repetir neste assunto demonstrando toda a indignação possível. Pode ser que, com a repetição de muitas vozes, em muitos blogs e fóruns diversos, um dia a massa popular abandone gradativamente o “pão e circo” e desenvolva uma consciência mais crítica que nos torne uníssonos contra o império da corrupção que caminha lado a lado com o poder e contamina mortalmente nossas instituições.

Tenho o dever moral e cívico de acreditar. De ter esperança de que um dia esse mar de corrupção tenha fim ou, ao menos inicie uma rota de descendência. Como brasileiro sinto-me compelido a manter acesa a chama da esperança.