quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.




PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.

Não acredito em humanos porque todos têm uma inclinação natural para fazer o que é mal. Porque esta inclinação contagia inevitavelmente a todos os humanos na proporção em que deixam a infância e alcançam o entendimento de adultos. O conhecer a diferença entre o bem e o mal é também conhecer duas opções e inevitavelmente o homem convive com uma e outra no curso de sua vida. Uma dualidade comum a todos, onde ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal.
Este assunto é vasto e bastante ideológico, digamos assim e muitos vão concordar com pouquíssima coisa do que vou dizer; mas minhas considerações estão longe de serem postas como verdades absolutas. São apenas conjecturas.
Serei específico com o foco no que me levou a escrever estas linhas.
Falarei sobre o mal inevitável ao gênero humano.

Acima eu disse que “...ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal”. Claro que estou excluindo aqui os que “planejam” o mal. Aqueles que têm o mal como objetivo desejável. A estes eu não atribuo a palavra “ERRO”, justamente porque errar é “tentar acertar e não conseguir”. Os que desejam o mal não tentam acertar (fazer o que é bom). Fazem o que desejam que é o mal para o próximo em prol de seus objetivos. Logo, excluo estes da minha abordagem.
Falo aqui de toda a parcela de humanos (a grande maioria) que deseja fazer o bem, que planeja o bem, mas nem sempre consegue atingir porque o erro as leva a errar o alvo. E quem é que sofre desta dificuldade? TODOS, simplesmente todos os humanos, inclusive eu é claro. (Esse é o meu entendimento da questão).
Até aqui eu creio que está tudo bem para o amigo(a) que ousou empregar seus preciosos minutos para ler, mas acredito que daqui para diante o que eu tenho para dizer desafia alguns conceitos que estão amalgamados com o próprio entendimento do que é ser “humano” em muitas das filosofias de vida. Aqui eu serei mais obtuso sem medo de errar até porque este texto mesmo apresenta os humanos como pessoas que tentam acertar, mas que inevitavelmente incorrem eventualmente em erro. Aceito minha condição humana e não nego que meus conceitos são passíveis de serem mudados na medida em que eu evoluo, mas nem por isso me furto em apresentar como hoje penso.
Entendo que o gênero humano sofre de um estado de corrupção da alma (degeneração desta), que faz com que todos careçam de assimilarem valores excelentes no curso da vida. Valores tipo: amor, caridade, compreensão, paz, felicidade, justiça...etc... Sem os quais o humano se perde em meio a uma selvageria bestial. Humanos que são privados destes valores por toda uma vida, duas coisas acontecem com estes: Ou descobrem um líder mal que os domine e descambam para o fundamentalismo; ou vivem como bestas fera destruindo a si mesmos e a outros que nada tem com eles. Mas aí alguém perguntaria: “Mas e os que recebem educação familiar e com ela os valores excelentes os quais você citou acima e ainda assim descambam para o mal, ou ao menos sustentam um estado distorcido destes valores?”. Eu responderia: É exatamente isto que chamo de erro (errar o alvo). Claro, considerando que o alvo seja fazer o bem. Considero que este é o grande desafio a ser perseguido pelo homem em um mundo cada vez “menor” no sentido de espaço e recursos para subsistência. Cada vez mais é importante que os humanos desenvolvam um novo sentido de existência que não considere mais objetivos pessoais exclusivos, mas objetivos pessoais que eu chamaria, em trocadilho, de “inclusivos”. No sentido de que o meu semelhante seja menos concorrente e mais parte do meu sucesso ou fracasso. É preciso despertar a consciência de que o que chamamos de “humanidade” nunca vai ter sentido pleno se não considerarmos um todo como alvo. A humanidade é uma grande tangerina onde cada um de nós somos um gomo. Se falta um gomo a tangerina não está completa. Como podemos falar em humanidade se não somos humanos com todos?
Aqui acho que vale a pena repetir que os que “planejam o mal” estão fora da minha abordagem. Eu falo daqueles que assimilam ou tentam assimilar os valores excelentes, desejam e tentam fazer o bem, mas que por vezes erram o alvo. Aí alguém poderia me perguntar: “Mas escrevendo aqui é mole. Como saber diferenciar entre os que planejam o mal e os que estão tentando acertar, mas erram?”. Eu responderia: Eu não disse que é fácil diferenciar. Mas digo que a forma mais eficaz de fazê-lo é olhar o fruto que as pessoas produzem. Assim como as árvores recebem o nome segundo o fruto que produzem, assim humanos também produzem frutos segundo a essência que carregam em si mesmos. Se notar uma bananeira produzindo laranjas, ainda que se pareça com uma bananeira, na verdade é uma laranjeira. Se existe forma mais eficaz de diferenciação eu desconheço.

Bem, prosseguindo na linha de raciocínio focando o “desejar o bem e às vezes errar”, temos as relações humanas como o campo onde tudo se desenvolve. Sabemos e reconhecemos que não existe nada mais democrático que o erro, embora muitas das vezes vivemos como se não errássemos, como se o erro fosse uma exclusividade dos outros. Muitas vezes nos vemos como se fôssemos o sol da galáxia e todos os planetas devem girar em torno de nós. Em torno de nossos conceitos e abstrações pessoais.  Ignoramos que ao desejar fazer o bem estamos sujeitos a errar. Erros que na maioria das vezes não é na essência, mas sim na forma. Por vezes parece que não nos caiu a ficha de que humanos, todos, sem exceção, erram mesmo quando tentam acertar. Não alcançamos o entendimento de que mais erramos do que acertamos no curso da vida e que, como disse a minha prima Eleni Rego em um comentário que fez a um texto meu, dias atrás: “...afirmo que os erros são nossas melhores lições, aprendemos muito mais com o sofrimento do que com a alegria, porque certamente não vamos mais querer repetir a dose da dor...enfim faz parte da Vida”. Sim, isso! Faz parte da vida! Acertar e errar faz parte da vida! E concordo integralmente com Eleni que aprendemos mais com os erros do que com os acertos.
Aqui eu vou usar de mais especificidade. Vou ser sincero em afirmar que não estou ainda totalmente convicto disso, mas, parece-me que o que mais atrasa e dificulta as relações humanas no tocante a uma maior compreensão mútua é o “pretenso poder de julgamento” que além de rotular pessoas, sectariza, divide, separa, desune. Tudo em nome de um conceito pessoal ou entendimento particular que ignora que somos todos iguais... ou deveríamos ser.
É impressionante como o julgamento nos fecha para um ângulo diferente e nos faz rotular pessoas e atira-las em uma vala comum de erro da qual pensamos não participar. É fácil julgar... É fácil afirmarmos que estamos certos, isolarmo-nos em nossas abstrações e condenar outros pelos erros cometidos. Sim é fácil. E sabem por que é fácil? Porque o coração humano é igual a internet. O que quisermos encontrar encontraremos. O segredo é saber o quê, exatamente, buscamos. Para dar continuidade à desagregação nas relações basta aplicar a seguinte fórmula: 1 – Oculte seus próprios erros atrás do entendimento do que VOCÊ acha certo. Ignore outras cosmovisões e se ache “o sol da galáxia”. Assim você estará ignorando que é alguém sujeito à falhas também. // 2 – Julgue (como quem está de fora do erro). Julgue rotulando as pessoas segundo seus conceitos pessoais. Com base no seu próprio umbigo. Ignore que há sabedoria na diversidade. 
E se isso lhe soa estranho e duro, não se surpreenda se eu disser que estas são duas das coisas que mais os humanos fazem no curso de sua vida. 

Estamos às portas de um novo ano. Sugiro que o momento seja propício para nossas avaliações pessoais, mas, que, por Deus, estas avaliações considerem a humanidade como um todo; no sentido de engajarmo-nos na difícil tarefa de tornar este mundo melhor. De nos motivarmos a dar um sentido menos egoísta às relações humanas... esquecermos um pouco nossos próprios umbigos e lembrarmos que todos tem umbigos. Redes sociais são uma poderosa ferramenta que, com o acréscimo que vem tendo em tecnologia, nem fazemos idéia ainda de suas potencialidades. Creio que a ferramenta está aí, sendo aperfeiçoada. Penso que precisamos evoluir enquanto humanos porque a tecnologia não garantirá um futuro melhor se as mentes humanas não evoluírem junto. 
Então, quem sabe,  um dia humanos serão confiáveis. Por enquanto, não dá pra confiar na forma como administramos o mundo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

UMA MENSAGEM DIFERENTE DE NATAL - UM CONVITE À REFLEXÃO




Quando eu era bem pequeno uma vez escutei uma pessoa mais velha dizer que o natal era uma data triste. Não ousei perguntar talvez devido a pouca idade que tinha à época, mas confesso que aquela expressão causou-me estranheza. Como poderia uma data festiva e comemorada com tanta alegria em família e amigos, ser algo triste? Afinal tristeza não é o contrário de alegria? Bem, os anos foram passando e eu crescendo e adquirindo mais experiência na arte da vida e as leis da sobrevivência e limitações humanas vão ficando cada vez mais claras aos nossos olhos. Se a experiência é algo que todos queremos ter, ela tem um preço a pagar. E esse preço é a quebra do “encanto”. A experiência não impede o sonho, mas certamente comunga com a dura realidade. E a realidade é que se alguém quiser transformar o sonho do futuro em realidade um dia, vai ter que aprender a lidar com as dificuldades da caminhada.

Mas estávamos falando do Natal não é?
Sim claro...
Mas não deixamos de falar do Natal. Afinal o que é o Natal? Qual o fundamento do Natal?
Natal é a celebração do nascimento de uma criança. Mas seria somente isso? Quantas crianças nascem no mundo a cada minuto? Por que atravessamos séculos celebrando o nascimento de uma única criança? O que há de especial nesta criança que a torna diferente de todas as outras?
Sim, são perguntas para as quais todos sabemos a resposta. Trata-se de uma criança especial, que é especial não por causa do seu nascimento, mas por causa do contexto de toda a sua vida, inclusive sua morte e sua Ressurreição. Sim, porque se essa criança não tivesse ressuscitado ela seria igual a qualquer outra criança que um dia nasceu e um dia morreu. Situação pela qual nós, que um dia fomos crianças, também vamos passar.
Foi quando aproximei-me mais do entendimento do que de fato é o cristianismo foi que eu descobri o verdadeiro sentido do Natal. Assim como a criança que nasceu no dia que convencionamos chamar de natal é especial não somente pelo seu nascimento, mas sim por toda a sua Vida e Morte e ainda Ressurreição; assim também, para nós o natal não deve ser a celebração da alegria de um simples nascimento, mas também a celebração da superação das dificuldades do curso da vida e também da presença essencial daqueles que já cumpriram sua jornada mas que para sempre estarão ressurretos em nossos corações.
O contexto do Natal é o contexto de uma vida. Uma vida inteira, com alegrias, dores, perdas, superações e tudo aquilo que enfrentamos em nosso dia a dia. Sabe por que o Natal fica triste? Porque simplesmente somente celebramos o nascimento. Esquecemos que esta criança cuja nascimento celebramos, vai precisar ser alimentada, cuidada, conduzida, durante todo o ano. Deveríamos celebrar o Natal como se fosse o aniversário de um filho, de quem não somente lembramos no dia do seu aniversário, mas por quem trabalhamos  e nos empenhamos o ano todo para que tenha o melhor dos crescimentos que nos é possível dar.
Assim gostaria Jesus de ser tratado por cada um de nós. Ele é o menino que gostaria de ser lembrado durante todo o ano... mais que em uma simples data festiva. Jesus é o menino que gostaria de ser lembrado no momento da dificuldade, no momento da perda, no momento da dor, na satisfação da superação. Jesus é o menino que deseja crescer dentro de nós a cada dia, para que, ao se completar mais um ano, no próximo Natal, lembremos de tudo o que passamos com Ele Vivo dentro de nós.
Assim, amigos, certamente o Natal deixará de ser uma data triste, como é para muitos.
Quando entendemos o verdadeiro espírito do Natal que é mais que uma simples celebração de um nascimento mas sim a celebração de toda uma Vida de alguém que deu a sua própria vida por amor de nós... Quando entendemos isso, seremos verdadeiramente felizes no Natal!
Hoje é 24 de Dezembro...  Não importa se a data é realmente essa ou se é uma data meramente comercial... o que importa é o verdadeiro espírito do Natal que é a presença da Pessoa de Jesus, não apenas como apenas uma criança, mas como alguém que nasceu, viveu e morreu por amor de nossas vidas... em quem podemos depositar todas as nossas esperanças e ansiedades que ele sabe como cuidar de nós.
Hoje é 24 de Dezembro.... Ainda há tempo para você meditar no que Jesus mostra ao seu coração. Esqueça um pouquinho o clima festivo e tire alguns momentos para parar, meditar e ouvir a voz de Jesus em seu coração.... ainda há tempo de celebrar um Natal especial para a sua vida. Um Natal como talvez nunca antes tenha vivido. Um Natal COMPLETO celebrando a VIDA de Jesus em seu coração.... algo que terá significado para a sua vida pelo resto do ano, para que, em dezembro de 2012, você venha a comemorar o que viveu com Jesus durante todo um ano, sejam as vitórias sobre as dificuldades ou mesmo as alegrias do porvir.

Pense nisso
Desejo um Natal Pleno de Jesus em sua vida
Paz seja contigo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011





UM PEDIDO AOS AMIGOS...

Gostaria de informar aos amigos que estes artigos, algumas vezes são escritos até de um celular. Em momentos que me sinto inspirado, motivado pelo assunto tratado. Escolhi fazer assim para ter quase que a mesma simplicidade que tenho nas redes sociais. Isso tem um preço a ser pago. Nem sempre eu tenho tempo disponível para revisar mais detalhadamente os textos, e alguns erros de escrita passam batido. Muitas das vezes eu publico textos completamente cansado após noite em claro trabalhando.
Peço a compreensão de todos. Tem que ser assim porque de outra forma eu acabo não escrevendo nada. Conto com a compreensão de todos neste sentido.

VALEU!  rs

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A CORRUPÇÃO EM 2050





Estou eu, nesta manhã, repassando as páginas virtuais de notícias e artigos interessantes, quando me deparo com esta nota estatística da Revista Época de autoria de Felipe Patury, cujo link está imediatamente acima.
Não levo nem em questão a importância que este tipo de dado estatístico pode ter para nós nos dias atuais, até porque, em uma primeira leitura, não vejo em quê isso mudaria nosso presente ou nos encheria de esperança acerca de 2050 como se estivéssemos em 2048 ou perto disso. Até lá tem muita água pra rolar e outra geração estará no controle da situação. Pela velocidade com que as coisas andam e as emergências globais urgem, certamente teremos sim um outro mundo, com outra configuração, quem sabe até com outra geografia.
Pois bem. O que, então, me chamou a atenção nesta breve nota?
Certamente não é o fluir do imaginário tentando conceber como estará o mundo, se os carros ainda terão rodas e se os clones humanos estarão por aí junto com andróides, etc. O que me chama a atenção é um componente de absoluta relevância para a vida humana, para a manutenção da saúde mental de cada indivíduo que penso estar cada vez mais sendo ingorado, em um estranho contra-senso de uma época onde se busca entender o pensamento para fortalecer as ferramentas virtuais e criar novos meios em todas as áreas de interação humana. Que componente é esse? Os mais idealistas chamariam de ESPERANÇA. Os mais pragmáticos chamariam de PERSPECTIVA, onde entendo que as duas palavras focam um mesmo objeto.
Perguntar a alguém como acha que vai estar o mundo em 2050 é um convite a viajar na abstração, mas, perguntar objetivamente como estará a questão da corrupção em 2050 é bem mais que simplesmente viajar. Para responder esta pergunta é preciso partir do agora. Tomar como ponto de partida a atual situação do mundo, de preferência, mais especificamente, do país. No nosso caso o Brasil. Partimos do hoje, do como está hoje e inevitavelmente conjecturamos sobre o que está sendo feito acerca deste tema. Que tipo de resultados isso irá produzir no futuro próximo, tipo, em 5 anos, em 10 anos. Eu não tenho aptidão técnica para afirmar isso com certeza mas, apenas acho que o máximo que podemos estimar racionalmente acerca de futuro político, econômico e social, não passa de 10 anos ou 15 no máximo. O que passa disso, penso, perde solidez factível ainda que esteja dentro do campo das possibilidades. Sei lá, apenas acho. Se alguém pensa diversamente até gostaria que comentasse este artigo para que eu possa conhecer outra perspectiva.
Especificamente falando do Brasil; pensar no que está ocorrendo hoje, a tecnologia à serviço das mídias, trazendo à tona coisas que até então estavam sob o lençol do conluio e do corporativismo. O grande número de escândalos e, sobretudo, uma população cada vez mais informada. Isso certamente produz um efeito à médio-longo prazo que, por conseguinte, motivará novos rumos ainda mais à frente. Os corruptos terão que se reinventar pois estão com um importante aliado enfraquecido. Este aliado atende pelo nome de “certeza da impunidade”. Ainda que o dinheiro continue comprando sentenças e cegando organismos policiais e fiscalizadores; é cada vez mais difícil ocultar isso como faziam antes. O nome deles está vindo ao lume. Pelo menos de alguns. E aí tem sido possível “puxar o barbante” e encontrar gente que em outros tempos não seriam alcançados.
A corrupção sempre vai existir porque, infelizmente, ela é inerente ao viés indesejável do comportamento humano. Não dá pra negar que é uma manifestação humana, entranhada no indivíduo que pode ou não ser contida por princípios e educação, mas que sempre estará ali pronta a ser manifesta. A questão é o quanto a sociedade tolerará a corrupção nos anos vindouros. O desenho atual é o de uma crescente indignação que tem, ainda que timidamente, movimentado as massas em torno do repúdio. Os mais céticos acreditam em modismo e os mais otimistas apontam para uma tendência. Aqui eu abro um parênteses para você, querido leitor, pensar. O que parece indicar, para você, o tempo atual no tocante ao ataque midiático à corrupção e o crescente repúdio manifesto da sociedade brasileira? Será que podemos observar tal quadro como um indicador de menor tolerância com a consequênte e gradativa redução desta praga chamada corrupção? Ou será que este ruído todo tem sido apenas reação momentânea ao foco dos ataques do “quarto poder”?
Particularmente penso que nós, brasileiros, temos motivos de sobra para sustentar o ceticismo face à nossa própria história e a forma como o governo trata seus contribuintes. Pagamos a carga de impostos mais pesada do mundo e somos tratados como gados. Não tenho esperança de ver nosso país crescer em qualidade de vida melhorando serviços básicos tipo segurança, saúde e educação justamente porque não vejo o governo, efetivamente, preocupado com isso. Estes temas são recorrentes somente na retórica eleitoreira dos políticos. Nada mais. Aí alguns poderiam me indagar: “Mas e o plano de segurança que está sendo implementado no Rio, com a ocupação e implantação das UPPs e serviços sociais?” Eu respondo simplesmente que sustento a esperança como todo cidadão de bem que deseja um futuro melhor, mas, certamente o governo e suas instituições vão ter que me provar que mudanças efetivas serão observadas ao longo dos anos. Até agora estou tendente a acreditar que estas investidas são pontuais e estratégicas para trabalhar primeiramente a “aparência”. Algo como que um temporal controle da situação, sustentável até certo ponto; de forma a garantir a realização proveitosa de dois grandes eventos: A Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas. Mas este é um outro assunto para um outro tema.
2050.... É muito tempo à frente!
Tentar enxergar a corrupção 38 anos à frente, é um desafio não ao entendimento da essência mas sim à compreensão da forma. Corrupção será sempre corrupção com a mesma essência suja que tem nos dias de hoje. Mas, e quanto à forma? Se pensarmos ainda um pouco mais, vamos concluir que o que importa realmente não é nem a forma em si. A forma será um assunto para os mecanismos de fiscalização futuros com os meios disponíveis vindouros. O que importa realmente são os efeitos da resultante deste embate: “Honestidade X Corrupção”. Será que teremos uma sociedade pró-ativa na intolerância à corrupção? Os corruptos serão a minoria e a exceção, diferentemente de hoje? A resposta para isso vai um pouco além da simples esperança contemplativa. Passa pela análise do que se faz hojee o que se fará como próximos passos...um dia de cada vez. Acho que o melhor exemplo que o tempo nos dá para a vida é que ele, “o tempo”, não se atropela. Uma coisa acontece após a outra e não há como pular nada. É ação e resultante, sendo esta a ação de outra resultante. O tempo não se atropela nunca. Nós humanos inteligentes, é quem nos atropelamos a todo momento e muitas vezes ignoramos pequenas coisas de suma importância que acabam ficando para trás. Faz-nos imensa falta para compreender quem seremos no futuro, o “compreendermo-nos agora”.
Estamos acostumados com o imediatismo do produto pronto. O futuro não é um pacote fechado preparado para ser aberto quando chegarmos lá. O futuro é uma caixa aberta cujo conteúdo estamos jogando dentro AGORA! O que perceberemos amanhã será a colheita do que semeamos hoje. Essa é a lei da vida. Não há como fugir disso.

Creio que muito mais poderia ser escrito sobre este rico assunto, mas eu vou me deter por aqui sob o risco de perder-me em meio às incontáveis linhas de abordagem possível. Fica a sugestão para os amigos que se deram o trabalho de ler e pensar no que foi escrito aqui.... dê continuidade a este texto com seu comentário. Seria ótimo ler outras opiniões.

domingo, 13 de novembro de 2011

ALGUNS PONTOS A SEREM CONSIDERADOS NESTA ABORDAGEM ACERCA DO "NEM".



Alguns pontos a serem considerados nesta abordagem acerca do "Nem":
1 - Aproximaçao da imprensa visando mostrar não ser bandido violento.
2 - Promover ações locais de cunho social para ganhar apoio popular.
3 - Elogiar o Lula, Beltrami, passar imagem de preocupado com a integridade de policiais.
4 - Discurso politicamente correto
5 - Auto-avaliação e auto-imagem de vítima social que assume honrosamente a responsabilidade e o desejo de pagar pelos erros cometidos.
Nem digo que não se tratam de verdades. Até acredito na maioria das coisas que ele disse; inclusive no desejo de mudar de vida e no entendimento conclusivo de que o crime de fato é um mar de ilusão que constrói uma cadeia sem grades em torno do perigo e tensão sob os quais pessoas como ele vivem. Acredito na sinceridade das palavras dele, sim acredito.
Contudo há outras coisas a serem observadas:
1 - Ele é traficante, e como tal, sustenta uma máquina de destruição coletiva que mata tanto aqueles que consomem as drogas bem como as vítimas de crimes motivados pelo consumo do produto que distribuem em troca de muito dinheiro. Arrependimento é uma coisa e remorso é outra. Quem se arrepende de algo, abandona esse algo... a menos que seja escravo por algum motivo. Ele não é viciado, tem poder de escolha. Seria mais fácil eu acreditar em um soldado dele, viciado, que mata pra conseguir dinheiro para sustentar o vício e uma vida de ilusão.
2 - O tráfico é um grande monstro...e não existe monstro com cabeça de anjo. Esse grande monstro possui leis próprias entre as quais não se admite "fraquezas". Preocupação com a integridade de policiais é uma das fraquezas imperdoáveis que faria com que Nem tivesse as costas rasgadas por uma afiada faca nas mãos de um de seus comparsas mais chegados e aspirante ao posto-mor do comando local. Não se comanda o tráfico sem o ingrediente do terror e do ódio.
3 - Quanto ao "discurso politicamente correto". Não sei porque ainda se sustenta a idéia de que todo traficante é aquele cara que manda uma gíria do dialeto das favelas à cada três palavras que fala sendo uma, palavrão. Somente os viciados se portam desta forma. Traficantes que não estão sob domínio do vício entorpecedor e que comandam estrategicamente as ações comerciais do tráfico possuem grau de inteligência elevado e, sobretudo, são excelentes articuladores. Nem se enquadra neste nível. Alguém se lembra de Leonardo Pareja. O bandido inteligente que vencia as estratégias da polícia e que tinha facilidade em articular rebeliões e era uim líder nato?? Nem tem esse nível e alcançou maior sucesso e amplitude de articulação.
Alinhar uma postura menos perigosa, sendo mais vítima do sistema do que articulador e sustentador dele é o "modus operandi" de traficantes de mais alto nível. Muitos inclusive agem assim sob instrução de advogados contratados previamente a peso de ouro e que prestam consultoria para "minimizar" a situação quando se encontra irreversível. Creio que Nem não tinha para onde ir. O cerco de fato fechou e a fatia da facção dele no estrangulado mercado parece não ser suficiente para manter centralidade de comando. Talvez planejasse mesmo se entregar...pode ser verdade. Outros bandidos perigosos e tão articulados quanto já fizeram isso antes para usarem a cadeia como local de "proteção". As quadrilhas rivais gostam de aproveitar oportunidades e exterminar potenciais "alemães" quando estes estão enfraquecidos. Para não morrer talvez Nem tivesse que deixar o Estado ou até o país mas talvez usar a cadeia como escritório e bunker seja mais interessante para manter-se "por perto".
É meio viagem o que eu estou falando. Sim é. Mas eu já vi filmes com este tipo de viagens muitas outras vezes. Porque não acreditar que isso possa estar acontecendo agora?
Bem...eu paro por aqui. Ja me alonguei bastante mas acho que já dei o meu recado. Penso que as ações policiais estão corretas. Penso que os objetivos são corretos, que os ganhos para a sociedade são reais.... mas.... sugiro a toda a sociedade uma releitura de outros episódios mais antigos envolvendo esta interação Governo X Crime XPolícia X Tráfico. Se observarmos o que nos conta a história, tipo, "A vida e Obra de: Escadinha, João Gordo, Esquadrão da Morte, Mão-Branca, Meio-Quilo...etc... etc..." - Vamos ver muita similaridade se não na forma, ao menos na essência. Velhas mentiras ainda permeiam e penetram sutilmente por entre as "falanges" dos dedos.

Voltando às veredas das letras


Já há algum tempo eu não escrevo nada por aqui. Parei não porque quis mas porque fui forçado face a alguns problemas que tive e que me tiraram completamente o ânimo para tudo, inclusive para escrever. É bem verdade que eu não estou por aqui todos os dias. Não escrevo por escrever, mas quando tenho mesmo algo para compartilhar. O preço a ser pago por quem procura fazer algo sempre com essência é que não vai conseguir nunca enganar e ocultar o que de fato sente no momento. Eu sou assim. A sinceridade é meu defeito e muitas vezes sou rotulado como polêmico por não ter medo de mostrar quem de fato sou mesmo sob o risco de errar.
Eu tinha resolvido que, quando voltasse a escrever, o tema seria o problema pelo qual passei. Por isso decidi que só voltaria quando estivesse bem novamente, e com a mente livre para pensar. Mas que nada. Nem estou totalmente recuperado e de mente livre e nem pretendo abordar a questão em si porque muito me incomoda e desestabiliza. Esse ano conseguiram me destruir. Fazer-me sentir algo tão ruim que somente tinha sentido antes no episódio de minha separação. Mas.... o assunto em si vai ter que ficar para um futuro não tão próximo, para quando eu conseguir me desvencilhar definitivamente da armadilha que me armaram.

Mas a notícia boa, ao menos para mim, é que consigo reunir alguma racionalidade que me permite ao menos andar novamente, mesmo estando ainda ferido. Mas a vida segue...tem que seguir.

domingo, 14 de agosto de 2011

PORQUE NÃO VALORIZO TANTO AS DATAS COMEMORATIVAS



No momento em que inicio estas linhas são exatamente 23:45hs do domingo “dia dos pais”. Já é findo este dia e somente agora resolvi escrever alguma coisa referente a esta data comemorativa. Aliás, não só referente a esta data mas a todas as datas comemorativas. Sinto-me à vontade para escrever com liberdade e desprovido de qualquer emoção própria para o dia. Para muitos isso seria uma espécie de signo da insensibilidade, mas fato é que, durante toda a minha vida familiar, não fomos acostumados a valorizar estas datas temáticas tanto quanto a maioria das famílias o fazem. Daria para contar nos dedos os momentos nos quais fizemos uma ceia de natal tipo “mesão pra família”. Claro, sempre rola uma ceia. Comemos as comidas típicas do período (embora comprovadamente comemos muita coisa desaconselhada para o verão de dezembro). Mas não supervalorizamos a data em si.
Mas por que esta resistência em reverenciar o dia comemorado? Eu poderia responder somente que é pelo fato de não ter sido acostumados a isso. Assim como muitos consideram normal comemorar de forma especial estas datas, na casa dos meus pais fomos acostumados a ver estes dias como outro qualquer. Entendemos que, se neste dia devemos expressar um sentimento especial para com quem amamos, porque não fazê-lo o ano todo? Por que não expressar algo especial no dia a dia, de forma não tão festeira, mas sincera e significativa? Ok, eu sei, isso tudo pode parecer para a maioria uma coisa meio que sem sentido ou até bobagem. Alguns ainda diagnosticariam essa forma de ver as coisas como uma espécie de patologia familiar, mas, concorde você, amigo leitor, ou não, existem pessoas que pensam assim. E não é só uma família. Não é a maioria claro, mas existem muitas famílias que vêem as coisas sob este prisma. Pura e simplesmente por questão de hábito cultural familiar.
Posto isto, sem qualquer outra justificativa além do costume, passo a discorrer sobre o que penso acerca destas datas festivas. Apenas alguns breves aspectos.
1 - O primeiro aspecto é a efemeridade do momento, onde, se muitas pessoas realmente expressam o que sentem e pensam de você durante todos os dias do ano, algumas se desmancham em carinhos confraternizadores que todos sabem que durarão apenas um dia. Muitas das vezes estes carinhos de momento estão temperados por entorpecimento de bebidas. Alguns chegam ao ponto de chorar copiosamente ou rir à exaustão e, para justificar a efemeridade, alegam ser um momento de “renovar a paz” ou “aliviar o stress familiar”, ou qualquer outra explicação que o valha mas... de que vale uma expressão de carinho que não tem continuidade? Uma expressão de carinho que vale por uma noite ou, no máximo, por alguns dias após a grande data comemorativa? De que vale a presença física de alguém que não se apresenta integralmente com sua alma? Aqui pego o gancho para o segundo aspecto.
2 – O segundo aspecto é que a supervalorização das datas comemorativas nos leva a uma sobrevalorização da forma em detrimento da essência. Que quero dizer com isso? Quero dizer que supervalorizamos a presença física das pessoas nestas datas como se a presença material delas ali fosse a real expressão da importância que temos para elas. Perigoso isso, porque entendo que esta é a nascente para os rios de decepções e também para a potencialização da dor da ausência daqueles a quem amamos e não estão mais fisicamente conosco. Trocando isso em miúdos; aqueles cuja presença física ainda é possível porque estão vivos, acabamos fazendo tanta questão que estejam de corpo presente que julgamos não gostarem de nós os que por algum motivo não vão porque não gostam de comemorar “datas”. Isso acaba até forçando a estas pessoas a mentirem alegando motivos de impossibilidade quando na verdade não vão porque não gostam de certos tipos de comemorações. Mas, por tudo o que é sagrado; será que isso é motivo para julgar o que uma pessoa sente por outra? Por outro lado, julgamos que as pessoas que gostam de ambientes festivos e que, por isso, sempre estão presentes, realmente gostam muito de nós. Será? Quanta decepção já não tivemos com pessoas que se acercam de nós? Aliás, se tem um tipo de decepção que dói é a decepção com aqueles dos quais não esperamos revés. Momentos e ambientes festivos são o habitat natural de falsos amigos, pois ali eles conseguem se misturar com os verdadeiros amigos. O outro lado da mesma moeda neste aspecto é o que eu chamei linhas acima de “potencialização da dor da ausência daqueles a quem amamos e não estão mais fisicamente conosco”. Aprendemos a valorizar tanto a presença física que focamos nisso a nossa felicidade. É bom estar fisicamente perto de quem amamos, tocar, sentir o toque, carinho, sorriso, a voz, mas definitivamente se uma pessoa não está presente fisicamente não significa que ela não esteja ali vinculada as nossas almas. A maior marca que uma pessoa deixa em uma outra vida é a marca na alma. Esta marca definirá o que alguém significará para nós, por toda a eternidade. É a supervalorização da presença física que faz muitas pessoas, mas muitas mesmo, sentirem-se infelizes em datas comemorativas quando não têm mais um ou outro ente querido presente fisicamente. Para muitos, o natal passou a ser triste... o dia das mães passou a ser triste... o dia dos pais passou a ser triste... o dia das crianças passou a ser triste...etc... Mas a pergunta que faço é... Por quê? E respondo, a meu ver, por causa da supervalorização que algumas famílias desenvolvem acerca da presença física em ambiente festivo. Certamente o que de mais importante eu e você temos de lembranças de nossos queridos que se foram fisicamente não está em ambientes festivos, mas sim nas pequenas lembranças de momentos singulares marcados para sempre em nossas almas.
E ainda tem esse lance de “fazer uma social”. Na boa, só faço uma social quando a empresa estabelece algum “cófi breiki”, reunião, seja festiva ou não, mas que tenha algum significado corporativo. Aí sim acabo indo, mas porque sinto-me na obrigação profissional de ir. Na minha vida pessoal não existe esse lance de “fazer uma social”. Eu vou onde quero e em ambientes onde sentir-me-ei bem. E que os meus amigos e familiares me perdoem e me compreendam porque isso em nada diminui o meu carinho e respeito por cada um deles.
3 – Um último aspecto é o lado comercial destas comemorações. Poucas coisas neste mundo me deixam mais chateado do que o sentimento de estar sendo manipulado. Entendo que nestas datas existe uma manipulação comercial gritante das pessoas na medida em que os preços são majorados justamente por conta da perspectiva temática da data. A única exceção à regra são os aniversários que não podem ser explorados conjuntamente justamente porque cada um tem um dia de aniversário. No mais, todas as datas temáticas sofrem bombardeios comerciais com a majoração de preços de itens específicos que vão de cerca de 40% até 100% de encarecimento entre produtos e serviços. Portanto, presentes, comprar bem antes ou depois destas datas é o mais inteligentemente econômico. Se deixar para se saciar em datas temáticas, vais morder anzol!