domingo, 24 de julho de 2011

QUESTÃO DE TEMPO - A opinião de uma mãe

Esta postagem tem como base a reportagem no seguinte link:
http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/07/24/sua-morte-era-apenas-uma-questao-de-tempo-diz-mae-de-amy-winehouse.jhtm


Certa vez eu ouvi da mãe de um rapaz viciado em drogas e envolvido com o crime. "Estando onde está, o meu filho já morreu. A questão é só quando e onde". Não foram exatamente estas as palavras porque tratava-se de uma senhora muito simples até no falar. Mas o sentido do que ela disse era esse mesmo. Na ocasião, ouvir isso causou-me certa perplexidade, mas, digerindo aquelas palavras mais lentamente, procurando aproveitar o entendimento de uma mãe que sofreu cada minuto da dor de um filho que se mostrava resoluto em manter a trajetória equivocada, e que, acabava tendo uma parte de si morrendo em vida com o filho... Pude, então, entender quanto pesava para aquela senhora ter que me dizer aquilo. Ela sabia que ele precisava mudar seu caminho, mas tinha plena consciência de que se simplesmente prosseguisse... era o fim e sua trajetória já indicava um estado de morte.
No tocante à esta jovem, a própria mãe e certamente os amigos e familiares mais chegados e que mais a amavam, desejariam ardentemente em seus corações que fosse pago o preço que fosse necessário para que ela desviasse do rumo que fatalmente a levaria a um fim trágico. Tenho certeza de que os que mais a amavam aceitariam com que o preço pago até fosse o fim de sua carreira artística, se preciso fosse, para que ela voltasse a viver como um ser humano e não mais como um produto midiático rentoso!
Digo isso porque a mídia e os seguidores desta, afirmam principalmente agora "pós morte" que a amavam muito, demais, que foi um talento jogado no lixo..... gente.... na boa, deixa eu fazer o papel de chato como sempre.... Vou colocar em letras garrafais para dar ênfase...TALENTO JOGADO NO LIXO??? Não seria mais humano dizer VIDA JOGADA NO LIXO?
Que se dane o talento. Esta jovem há muito tempo vinha se arrastando como um zumbi à beira de um abismo que a cercava a todo momento. Ela precisava de ajuda... de interdição até. Não sei se a família fez tudo o que pode, acredito que sim e não vou julgar a família neste momento mas, atribuo sim culpa à mídia que assistia tudo aquilo e ainda incentivava predatoriamente o seu "talento". Quanto vale um talento? Será que é o preço de uma vida??
Surpreendo-me imensamente toda vez que ouço alguém dizer...e acreditem, já ouvi isso.... gente dizendo que ela foi um grande exemplo de personalidade!!!!
Eu vou repetir: "Grande exemplo de personalidade", "Uma pessoa de personalidade", etc. Ouvi coisas deste tipo acerca desta jovem, que, na verdade, estava era enclausurada nas cadeias do vício e caminhando a passos largos para a auto-destruição. Infelizmente....é duro dizer isso mas a mãe está certa quando diz que era somente questão de tempo...infelizmente.
Aos fãs que ficam, sugiro que repensem esta questão se realmente viam esta jovem como exemplo de personalidade para alguma coisa. Muito perigoso isso. Falo isso para os que a seguiam cegamente e não aceitavam nenhum tipo de crítica à conduta desta jovem. Até a defendiam abertamente mesmo considerando o estado decrépito em esta jovem vivia.
É preciso lembrar que antes de ser uma perda artística, isso foi uma terrível PERDA HUMANA. Foi uma vida tragada aos 27 anos. Uma vida que, podemos dizer, do jeito que estava, era uma espécie de "morte técnica". Alguém que tateava às escuras e não procurava saída porque sequer acreditava que existia... e assistimos tudo isso apenas valorizando seu......."TALENTO".
Essa vida já foi ceifada. Não volta mais. Mas vale à pena refletir porque mais jovens vão seguir caminhos semelhantes tornando-se vítimas do consumismo midiático que prega uma vida desregrada, que ensina os jovens a chamar de "liberdade", justamente aquilo que os os aprisiona

terça-feira, 19 de julho de 2011

FUTEBOL CIRCO





Claro que quem menos tem culpa são os jovens atletas, detentores da qualidade, mas que são mal trabalhados e acabam com egos inflados e mais preocupados em fazer firulas do que unir forças e atuar em equipe em busca da vitória. Os atletas são apenas peças de um grande tabuleiro de ilusões ao qual convencionamos de chamar de futebol arte, mas que é, na verdade, futebol circo.
Não discuto se o Dunga errou ou não em não levar para a Copa Neymar, Ganso, Adriano, etc. A questão não é essa. A rejeição que o Dunga sofreu não foi por ter perdido uma copa do mundo, mas sim porque contrariou a mídia esportiva por não atender a demanda de firulas e pedaladas enquanto orientava a seus escalados a jogarem para o time e não em busca de holofotes midiáticos. Dunga era o inverso desta mídia que está aí e incentiva o futebol palhaçada, sem objetividade e que joga somente para dar show. Também não discuto a competência do Mano. Acho-o um ótimo técnico. Sério, comprometido com resultado. Vamos ver até onde Mano vai conseguir conciliar a satisfação midiática com a busca efetiva por resultados. Mais dias menos dias Mano vai se ver em frente da grande encruzilhada na qual todo técnico da seleção se vê. Ou atende a demanda midiática transformando seus jogadores em palhaços ou arma uma equipe competitiva. É como vejo.

Lembro-me das pesadas críticas que o Parreira sofreu na copa de 1994 e da cova aberta que aguardava ele, comissão técnica e vários jogadores sob uma lápide já inscrita em letras garrafais "AQUI JAZ A ERA DUNGA". Mas os críticos favoráveis ao futebol circo tiveram que enterrar as próprias críticas na cova e esperar nova oportunidade, pois Parreira provou que estava certo em jogar para o resultado e foi campeão do mundo depois de 24 anos de jejum. Lembro-me também de que se o Felipão não voltasse com o caneco, estaria até hoje marcado pela sombra de não ter levado Romário pra copa. Em comum entre os campeões mundiais Parreira e Felipão, a resoluta decisão de criar equipes competitivas em detrimento do espetáculo. Para eles o futebol é, acima de tudo, resultado. Vindo tão somente depois o espetáculo.
  
Já corremos o risco de ver isso aqui se transformar em uma grande palhaçada no quesito organização. Estamos transformando nossos atletas em palhaços do futebol circo e aí a palhaçada fica completa.



A POLÊMICA DOS AUTOS DE RESISTÊNCIA



Por conta do caso recente do menino Juan a polícia resolveu colocar em prática o procedimento padrão de preservar o local para a perícia da polícia técnica. Este procedimento não é novo, apenas não era praticado em locais considerados de difícil acesso. A portaria 553 da Chefe de Polícia Civil Martha Rocha prevê exigências antes que as mortes em operações sejam registradas como autos de resistência. Antes desta portaria a versão dos agentes envolvidos na operação prevalecia nos registros.
Pois bem. O quê, exatamente, se pretende com essa nova portaria? Certamente evitar com que policiais criminosos se privilegiem da investidura para ocultar atos criminosos de execução ou conluio com o crime. Ok. Mas, a pergunta é, isso resolve a questão? A necessidade de perícia (que é feita por outro policial) elimina a possibilidade de que execuções outras sejam feitas?
Desde os tempos do esquadrão da morte, mão-branca, etc, sabemos que policiais criminosos agem com conluios empregando técnicas de "limpeza" de área de sinistro e criação de locais inidôneos que às vezes incriminam até a própria vítima. As populares "velinhas" com disparos pós-morte encenados nas mãos do morto com armas frias. Tudo isso é conhecido por qualquer um que se interesse um pouco mais por casos de investigação policial. Logo, meus caros amigos, parece-me que, embora seja uma medida correta, a presença obrigatória da perícia em todos os casos onde houver resistência armada não vai resolver definitivamente o problema do crime corporativo. Estou dizendo isso porque penso que dever-se-ia, também, promover o afastamento e investigação criteriosa e isenta dos policiais supostamente envolvidos em fraudes. É preciso afastar, isolar, retirar as laranjas podres senão todo o sistema permanecerá comprometido. Qualquer coisa menos que isso será, no máximo, um inútil trabalho de enxugar gelo. Acontece que o segmento articulista dos conluios do sistema, adoram enxugar gelo. Enxugar gelo dá a falsa aparência de esforço criando uma falsa imagem de ação por parte do alto comando. Parte da população é enganada com isso e assim o sistema de corrupção interna se perpetua cada vez mais ampliando suas garras e estendendo seus domínios. Isso a ponto de fazer o policial honesto sentir-se abandonado e órfão, correndo, inclusive, o risco ser eliminado por ser um potencial caguete por insistir em ter as "mãos limpas".
Não vamos nos enganar. Não existe esse lance de "único certo". Se todo o contexto age de um determinado modo, aquele que age diferente é um corpo estranho que precisa ser mudado, anulado ou mesmo eliminado. Essa é lei. Lembro-me de um amigo que, concursado formado, deixou a PM, preferindo ficar desempregado mesmo com filho recém-nascido em casa do que correr o risco de morrer mais dia menos dia. O medo desse amigo não era o de morrer em confronto com o inimigo, mas sim de ser executado por outros policiais por ser ele correto e não concordar negando-se a participar do "sistema".
No dia a dia esta questão é tratada como se o sistema de corrupção fosse a exceção na polícia, mas na verdade a exceção é a honestidade, integridade e inteireza de caráter. O sistema está corrompido e ser policial honesto é a exceção. Infelizmente.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

"O SEGREDO DO CASAMENTO"

Esta é uma postagem que copiei de um e-mail que enviei para alguns amigos muito chegados que estão às voltas na busca pelo grande amor da vida deles. Um deles solteirão e o outro divorciado. Cito, também, o link do blog de Kanitz, que é a fonte deste meu comentário. Vale à pena ler, acredite.
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Adorei este artigo de Stephen Kanitz sobre o casamento.
Claro que li bastante coisas sobre casamento depois da minha separação. Mais até do que quando ainda inserido na vida conjugal, talvez por necessidade psicológica de concatenar idéias em busca de reacertar o passo e redefinir o rumo. Mas fato é que ainda não tinha lido nada parecido com a perspectiva abordada por Kanitz. Muito interessante este artigo. Vale à pena ler.
http://www.kanitz.com/veja/segredo.asp

Confesso que este artigo toca em alguns pontos os quais considero corresponder à minha parcela de responsabilidade pelo fim do meu casório. Eu acreditava na idéia romântica da "estabilidade inabalável" que, no meu entender, poderia pautar uma relação tornando-a duradoura. Eu sabia sim que um casamento precisava ser renovado, polido, assim como as alianças com o tempo ficam foscas e necessitam de uma limpeza de sua superfície. O problema parece estar exatamente aí, normalmente se limpa “a superfície”, mas é preciso muito mais que isso. Eu, realmente, não fazia idéia do quão profundo deveria ser este renovar. Kanitz transmite, brilhantemente e impactantemente, a profundidade deste renovar principalmente quando diz: "o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade". E em seguida aifrma: "Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu". Brilhante!
Claro que Kanitz não pretendeu, com este artigo, resolver a questão por completo. Mas certamente ele foca princípios que evitariam ou ao menos minimizariam muitas demandas conjugais que resultam em separação.

sábado, 19 de março de 2011

A SOBERANIA IMPERIALISTA NO BRASIL



O Prefeito Paes, ao saber que as autoridades americanas decidiram não fazer mais discurso público, mostrou surpresa mas disse tentando ser bem humorado, que “ao menos não vai entrar para a história como o prefeito que fechou o amarelinho”. Isso, no mínimo, é uma declaração auto-condenatória não só de uma medida impopular, mas sobretudo incorreta, equivocada. Mas nem vou me estender nisso.
Eu teria muita coisa para escrever aqui, mas seria coisa demais. Vou me deter na notícia do link do “R7 notícias” que fala do epísodio onde um assessor do FBI disse para o dono de uma banca de jornal da 13 de maio (que não abre aos domingos), que ela “tem que abrir domingo para inspeção, senão seria retirada dali”.

Indo direto ao assunto, sem rodeios, vai retirar a banca do cara por que? Sem previsão legal e sem autorização do dono, configura furto!
Querem tirar porque suspeitam que pode haver bomba lá dentro?  Eu nem discuto se há ou não risco real ou necessidade de tanto, apesar de isso me parecer uma palhaçada. O que de fato me incomoda é ver autoridades federais norte-americanas interagindo com o povo dizendo o que deve ou não deve abrir, e pior, estabelendo “penas”, como no exemplo dado onde o assessor do FBI disse que se a banca não for aberta para revista no momento da inspeção deles, “será retirada”. Onde estão as autoridades públicas do Brasil, do estado? O FBI manda muito, mas é em solo estadunidense. No Brasil mandam as autoridades brasileiras e fim de papo. Que palhaçada é essa? Me corrijam os advogados de plantão, isso me parece caso de violação da soberania nacional. Se uma simples banca de jornal não significa nada para o FBI, e o dono dela menos ainda; para o Brasil significa que um cidadão que paga impostos e taxas para ter direito a viver e sustentar o seu negócio dentro da legalidade está sob ameaça de ter o seu bem furtado por pretensas autoridades que aqui não deviam mandar nada! Os incomodados que se mudem ou que se planejem adequadamente junto ao Governo brasileiro. Eles poderiam, por exemplo, comprar a banca de jornal do cara por 500.000 dólares, já que “olhar ela por dentro é tão importante”. Tenho certeza de que o dono venderia. Comprar as barraquinhas de cachorro quente pela bagatela de 200.000 dólares cada uma para garantir que elas não estivessem ali, etc... Agora, vir na marra e dizer o que abre e não abre e as autoridades brasileiras permitirem com que o solo brasileiro e nossas leis se submetam aos norte-americanos???? Isso é um absurdo total! Inaceitável, intragável!
Se as autoridades brasileiras pretendem sustentar este absurdo, que hasteem a bandeira norte-americana e rasguem a bandeira brasileira, para, pelo menos, mostrarem a verdadeira face do que está acontecendo neste final de semana no Brasil.
E que mal lhes pergunte. Se alguém souber responder, por favor, responda...  QUE BOSTA VEM FAZER O OBAMA NO BRASIL? Acaso ele veio liberar alguma grana para investir na Amazônia ou no combate à fome ou mesmo ao crime? Ou veio pegar carona na excelente imagem do Brasil no cenário internacional e na solidez de uma economia que demonstrou força em meio à última crise? Não vejo outra razão para a visita dele a não ser a busca por um palanque político com visibilidade mundial.
E depois uma meia dúzia aí se sente ofendida quando os argentinos nos chamam de “macaquitos”.
Tenho que trabalhar amanhã. Só falta eu ser impedido de chegar ao meu trabalho e o meu carro ser violado por estrangeiros invasores! Eu vou arrumar problema porque se o FBI ou qualquer outra "milícia gringa" parar meu carro para revistar eu vou me negar e exigir ser revistado por autoridade brasileira!
Eu não sei qual o slogan adotado pelo governo Dilma, mas para parar de falar nesse assunto que me dá nojo, vou plagiar o slogan do governo Lula: “BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS”!!! E é mesmo porque nossas autoridades nos roubam em pesados impostos, nos cerceiam em nossa liberdade, nos impedem de trabalhar e ainda vendem nossa soberania em troca de dividendos políticos. Esse é um país de tolos porque nós somos os tolos que aceitamos tudo isso calados!

Sem mais.

sexta-feira, 4 de março de 2011

"MATO POR SATISFAÇÃO"


Proposital o título fazendo referência à mensagem de capa do jornal "O Popular" de Goiás.
Segundo o jornal, estas foram as palavras de um Cabo da PM obtidas por gravação legalmente autorizada em inquérito que corre na Polícia Federal.


O site G1 Brasil, nesta quinta-feira, 03/03 noticiou um cerco policial empreendido em torno da sede do jornal “O Popular” de Goiás. Tal cerco, segundo o jornal, se deu em ato intimidatório dirigido aos profissionais do jornal  em represália à divulgação de trechos das escutas telefônicas que integram o inquérito da Polícia Federal que investiga um grupo de extermínio acusado de mais de 30 assassinatos no estado.
Na verdade apesar do inquérito reconhecer até aqui 30 mortes por ações deste grupo de extermínio, considera-se a possibilidade de que este número seja muito maior. Em dois anos cerca de 117 pessoas foram mortas pela polícia, em suposto confronto onde, muitas delas sequer tinham passagem pela polícia.
Algumas medidas “me engana que eu gosto” foram adotadas na tentativa de apagar o fogo. As costumeiras tipo: afastar comandantes e trocar pessoas de setores. Mas nada consistente e, se não fosse pelo inquérito da PF, não haveria ninguém na cadeia. A PF enjaulou 19 policiais, o subcomandante da PM e o ex-comandante da Rotam.
Agora, depois do cerco ao jornal que ampliou a situação para uma notoriedade à nível nacional, o secretário de segurança de Goiás, João Furtado, considerou a ação policial ilegal e afirmou que vai reformular as normas de conduta da corporação. O governador de Goiás, para posar de “presente”, afirmou que “não vai admitir qualquer ilegalidade ou afronta à liberdade de expressão”.  Bem políticos, claro. Mas que tipo de aplicabilidade isso tem diante do que vem ocorrendo? Será que “rever normas” limpará as mãos sujas da instituição policial diante do exposto? A situação urge não por revisão burocrática de normas mas sim de CADEIA para os articuladores e colaboradores deste grupo de bandidos e assassinos fardados!
Agora, indo um pouco mais à dentro desta questão.
E se não tivesse ocorrido o cerco à sede do jornal? Se não tivéssemos o tal ato intimidatório? Será que teríamos a imprensa engajada nesta amplitude no sentido de revelar as laranjas podres e prendê-las? Destaco sim, positivamente, o trabalho da PF. Há muito venho afirmando ser uma das raras instituições públicas que funcionam neste país, mas, o inquérito corria dentro de um padrão de “normalidade”, por assim dizer. Agora, por conta do abuso de poder expressado no cerco, a imprensa nacional, enfim, vira os holofotes para a questão e trabalha a indignação pública do povo.... mas em torno de quê???
Das, até aqui, em dois anos, 117 vítimas de abusos policiais?
Não! A imprensa está repudiando o cerceamento à informação. As vítimas vêm à reboque, como se o dano maior fosse a intimidação e não os assassinatos. Esse é o meu foco na questão.Estamos cansados de ouvir falar em “banalização da vida”, mas a coisa está desandando de vez. Não por conta de números de mortos, mas pela absoluta tolerância que as instituições públicas e privadas, e porque não dizer, a sociedade como um todo parecem alimentar com relação às atrocidades cometidas contra o indivíduo. A imprensa, de um modo geral, é omissa porque se manifesta incisivamente e cobra pesadamente somente quando pisam no seu calo. Talvez, não fosse o cerco policial intimidatório, teríamos mais dois anos com o número de vítimas dos pseudo-policiais dobrando para 234.
Vale lembrar que atos deste tipo primeiramente demonstram o nível do descaso com a Ordem Pública e a certeza da impunidade.
Link da notícia no G1:

terça-feira, 1 de março de 2011



Nesta terça, 01 de março, a Presidente Dilma participou do programa global matutino “Mais Você”, apresentado por Ana Maria Braga. Fez um omelete, mas isso não importa  rs. Dilma falou sobre muitas coisas e respondeu algumas perguntas, mas destaco abaixo e comento o que mais chamou-me a atenção em tudo o que ela disse.

Ouvi Dilma afirmar que o governo pretende exigir que os imóveis do programa “Minha casa, minha vida” esteja em nome da mulher porque entende que esta não vai  “passar o imóvel pra frente” por ser lá que ela se mantém com sua prole. O site da Globo divulga esta informação: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2011/03/01/em-programa-na-tv-dilma-foca-em-mulher-para-combate-pobreza-923900070.asp
“...O governo vai exigir que as mulheres tenham a titularidade das casas construídas à partir do programa de habitação Minha Casa, Minha Vida”.

 Acredito que a intenção da Dilma é boa, além de ser uma maneira de manter acesa a chama da representatividade feminina, o que é bom para a imagem política dela. Contudo isso me soa um tanto quanto preconceituoso. Qual o sentido prático disso? O incentivo à implantação da família matriarcal? É preciso que se diga que a lei não privilegia o homem quando um casal adquire um imóvel financiado. Ambos tem plenos direitos e deveres sobre o imóvel. E digo mais, no caso de uma separação judicial, normalmente são as mulheres que permanecem no imóvel com os filhos e o homem sai, o que já é visto com certa naturalidade pela sociedade como um todo. Sendo assim, que tipo de reparação a Presidente Dilma pretende empreender? Que tipo de melhoria para a família em si tal medida iria promover? Entendo que isso somente iria promover mais burocracia para uma questão que já é complicada. Por isso não acredito que isso sirva para outra coisa a não ser para a vinculação da imagem da mulher em torno da imagem política de Dilma.
Quanto ao “passar o imóvel para frente”, é preciso que se diga que é papel do governo e de suas abastadas e bem remuneradas instituições de regulação, fiscalizar os trâmites contratuais em curso. Isso não deve servir de muleta para a Dilma adotar medidas promotoras de imagem política. Há informações de que construtoras estão usando material de segunda categoria na construção dos imóveis, inclusive entregando imóveis inacabados ao usuário. Com isso o governo não se importa já que seu foco está todo nos dividendos políticos do número de novas unidades habitadas. Não interessa ao governo fiscalizar efetivamente as empreiteiras.

É por isso que digo que é justamente a política que macula e corrompe as ações de um governo.