sexta-feira, 4 de março de 2016

Um dia para a História.



Inegável que, depois de Getúlio, ninguém foi igual a Lula. Os dois, Getúlio e Lula, parecem ter muito em comum no tocante ao peso populista nas massas.
Não sei se a oposição deveria comemorar tanto os ocorridos do dia de hoje. Talvez essa condução coercitiva do ex-presidente possa ter sido o despertar da grande força petista que parecia silenciada e decadente.
Não sei se, até com base no que ele, Lula, mesmo disse, se terá saúde suficiente para uma nova luta em direção ao planalto. Mas, inegável que o tom de seu discurso hoje foi nesse sentido,e , posso estar errado mas causou-me a impressão de que Lula tem ainda muita força perante uma oposição carente de identidade, sobretudo, expressividade.
Tudo ok no campo político. Ficou claro que esta será a linha do combate a ser travado daqui para a frente. Contudo em momento algum nem Lula nem o PT refutaram, com argumentos, as acusações feitas em delações e os indícios das investigações. Essa é, a meu ver, a alma de toda a desconfiança que se tem em torno do governo.
Tenho como razoável o entendimento de que a condução coercitiva foi de fato desnecessária. Isso se deu unicamente por causa de um conflito de competência por Lula já nao ter atendido a uma demanda do MP estadual. Contudo, em havendo ou não base para tal medida por parte da Justiça, creio ter sido de fato desnecessária até porque gerou o efeito "beligerância partidária" em um momento que a elevação do tom político parece interessar justamente aos acusados no sentido de desviar o foco do principal que é o esclarecimento das acusações.
Enfim...
De curioso eu destaco a paradoxal citação das "elites insatisfeitas" e, apenas algumas palavras depois ouvi-lo sustentar uma espécie de defesa às empreiteiras.
Isso pareceu-me um autêntico " tiro no pé".

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016






Comentário em referência a notícia no link:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2016/01/07/impeachment-nao-esta-enterrado-afirma-lula-em-reuniao-com-dilma.htm

"O IMPEACHMENT NÃO ESTÁ ENTERRADO" Afirma Lula em reunião com a Dilma em 05 de Janeiro de 2016.

Aliás, a expressão usada por Lula, segundo o UOL, foi que o Impeachment "ESTÁ MORTO MAS NÃO ENTERRADO". Acredito mesmo que o temor de Lula e demais partidários do PT seja tão grande capaz de fazer um morto ressuscitar. No caso o impeachment. Talvez pelo que ainda pode ser descortinado em termos de corrupção.

Mas... é aqui que faço uma breve porém profunda reflexão.

Não estou bem certo de que um eventual impeachment seria solução ou mesmo alívio para a situação econômica na qual nos encontramos. Na verdade, pelo que podemos ver com clareza; se foi possível ou ainda se será possível ver o impeachment como uma realidade, certamente não é por causa das denúncias de corrupção envolvendo o Governo. O que quase levou ou ainda levaria o processo de impeachment ao "start" são os interesses políticos de "Poder pelo Poder" que norteiam o PMDB desde sempre, e os escusos interesses do igualmente corrupto e sujo PSDB.
Aí eu perguntaria nesse ponto... Como acreditar que o impeachment fosse solução para alguma coisa, se o que nos falta são pessoas capazes e honestas o suficiente para, digamos.... "tocar o barco"?
Como acreditar que uma eventual saída da desgastada Dilma, que levaria o Poder a cair no colo dos parasitas de poder do PMDB, representaria alguma coisa de positiva para o país?
Estou convencido de que ainda pior que está mergulhado na crise, é não conseguir ver luz no fim do tunel..... ou ainda, se ver luz no fim do tunel, saber que pode ser um TREM vindo ao nosso encontro.

Supondo que o impeachment não se dê, o que nesse momento parece o mais provável, olhemos para o que o mentor maior do PT orienta a Dilma.
"...vender o peixe..."(do governo).
Será que essa expressão significa:
1- Dilma, trabalhe para sanar a economia cortando os gastos de governo para evitar que esse corte alcance os empregos dos servidores e de toda a população.
2- Corte na carne. Reduza investimentos que focam o panorama eleitoreiro. Trabalhe para mais eficiência e menos mídia.
3- Interrompa todo investimento do Governo no exterior... acabe com privilégios e as grandes comissões de políticos em viagens milionárias.... trate primeiro do quintal de casa... da mesa do povo brasileiro....da saúde pública que está FALIDA.... da segurança pública que já não existe nos grandes centros urbanos...

Não.... infelizmente, pelo que se pode ler na reportagem é que "vender o peixe", é visitar os currais eleitorais da ignorância que são movidos por pão e circo. E aqui não estou fazendo nenhuma acepção de pessoa, mas sim relatando o que é tão real quanto o ar que respiramos. Não só o atual governo bem como outros anteriores, e toda a classe política, se beneficiam da ignorância da grande parcela do povo que é movida pelo histórico "pão e circo" praticado desde as arenas de Roma.

Costumo dizer que meu sonho seria ver um povo mais crítico, melhor instruído, cobrando e não sendo mais manipulado por um modelo de gestão política que beira ao ridículo. Motivo de vergonha perante outras nações. Somos um país que literalmente pisamos sobre nossas riquezas. Nossas riquezas estão no nosso chão, bem debaixo de nossos pés. São riquezas naturais, cada vez mais valiosas em um mundo que cada vez mais depende de sustentabilidade... E quais POLÍTICAS SUSTENTÁVEIS vemos nosso governo trabalhar prioritariamente focando em nossa gente??

Caminhamos sobre riquezas naturais imensuráveis porém o que temos de pior são os que caminham sobre essas riquezas. Ainda temos o ranço de colônia portuguesa. Somos dirigidos por TRAÇAS HUMANAS que só pensam em si. Só pensam em enriquecer, EXPLORAR sempre!
Sonho ver uma geração que supere a síndrome de colônia que que esmague definitivamente esse pensamento de conlúios e exploração. Aí sim.... quando isso for possível seremos um país grande. Arrisco dizer que, se, livres da corrupção, seríamos um dos maiores e mais influentes países do mundo.

Minha geração não verá esse dia, mas se eu puder colaborar com alguma semente, sentir-me-ei satisfeito e participando de alguma forma para produzir um futuro diferente.



quarta-feira, 22 de outubro de 2014



Em dias de proximidade a campanhas eleitorais me abstenho de ler muita coisa. Passo uma peneira mesmo e deixo de ler muita coisa, inclusive de amigos. Sem problemas com as divergências, elas existem justamente para dar o tempero certo da amizade com o devido reconhecimento do valor desta. A questão não é a divergência mas sim o aparente estado de hipnose que parece mergulhar a pessoa em um fundamentalismo político que chega a ser chato. Alguns levam isso tão a sério que até desfazem amizade quando você as contraria em alguma coisa. Fato que aconteceu comigo no ano passado. Uma pessoa que se dizia meu "amigo". Com quem sempre trocava boas idéias e muita zueira, certo dia, presumo eu, porque expus uma opinião contrária ao governo do PT, o cara (que depois eu soube ser simpatizante do partido), simples e deliberadamente, me excluiu da condição de amigo e bloqueou o meu acesso as suas mensagens. Indaguei várias vezes por mensagem o motivo mas não obtive resposta.
Bem... Para mim amizade é o mais alto grau possível em um relacionamento humano. Não sou de chamar a todos de amigos. A palavra AMIGO pra mim tem uma conotação muito forte, e cobro demais de quem se diz "amigo". No meu entender é preferível ter ali um colega, conhecido, simpatizante, ou qualquer outro adjetivo que o valha do que receber o rótulo de amigo. Nem todos estão preparados para ostentar este título. Mas, claro, essa é apenas a minha visão, que está longe de ser verdade absoluta mas é assim que vejo.
Contudo o propósito dessas linhas não é falar sobre amizade e sim sobre esse estado de entorpecimento partidarista que parece envolver e cegar as pessoas. Um entorpecimento que compromete temperamento, ânimo e humor de várias pessoas, de uma tal forma que as vezes parece que estamos diante de um pleito eleitoral que vai definir a continuidade da existência humana na terra. Na boa... Sem zueira... Não consigo entender. Já tentei considerar toda e qualquer hipótese de paixão ideológica mas juro que não consigo encaixar na minha caixola de ET o porquê de tanta beligerância em torno desse tema.
Alguns tornam-se até agressivos e, por vezes, até ofendem outros quando contrariados no que expõem. Eu, definitivamente, não consigo compreender.
Eu gostaria de ver esse pessoal que radicaliza suas ideologias no âmbito partidário, usar dessa mesma postura enfática no exercício diário da cobrança de seus direitos junto as instituições. Gostaria de ver essa galera demonstrar essa intolerância contra a corrupção, contra a violência, contra o mal funcionamento das repartições públicas... isso no dia a dia. Mas todos agem como se o único momento de falar dos problemas que nos envolve é em época de eleição. Claro né. São doutrinados assim. A própria máquina do Estado movimenta-se no sentido de incutir ininterruptamente na mente da população que a hora de mudar alguma coisa é agora, na eleição. Claro, faz muito sentido, porque o que na verdade eles querem não é solucionar problema algum. Eles querem são os votos para continuarem a dança das cadeiras em torno do poder e do dinheiro. Dane-se o povo!
E aí, quando vejo pessoas boas, com boas idéias, inteligentes... Assumindo uma postura beligerante em torno de uma candidatura política... postura beligerante essa que não manterá durante todo o mandato político que se segue... eu só posso concluir a inutilidade de tudo isso.
A inutilidade de perder amigos por causa de.... política partidária...
A inutilidade de ver pessoas afastando-se por não tolerar tanta chatice de..... política partidária...
A inutilidade de permitir-se irritar, discutir, brigar, ofender, ser ofendido, por causa de..... política partidária...

Não vou me posicionar aqui no tocante aos candidatos porque não quero, nem de longe, permitir contaminar o meu texto com questões de partidarismo político. Mas, para mim, ambos os candidatos retratados na imagem são formados da mesma essência. Cada qual representa a fachada de organizações que são verdadeiras máquinas de poder que são alimentadas pelo mesmo combustível.... o seu e o meu dinheiro suado. Você, meu amigo(a) que assume postura beligerante e se permite contaminar com política partidária, saiba que o seu direito de escolha é limitado a uma fachada. Você vai escolher a fachada que lhe parece mais bonita, mas você não tem poder de trocar as engrenagens. Com o voto não.
Para trocar as engrenagens é preciso desmontar a máquina. Isso leva tempo. Isso deve ser feito é durante o mandato. Através da sua pressão contra as injustiças e os desmandos das instituições que, funcionam não para lhe atender mas sim para produzir o produto político que vai construir a ilusão ideológica para o proximo pleito. E lá estará você de novo.... daqui a quatro anos... arrumando discussões inúteis enquanto a sua situação econômica e social tende a, na melhor das hipóteses, ser igual a que você tem hoje.

Vale a pena pensar um pouco nisso. Não crie discussões, brigas.... Não se permita afastar de amigos ou que amigos se afastem por causa dessa desgraçada política predadora que é praticada em nosso país. Considerar isso já pode ser o início de uma melhora porque, no dia que o povo deixar de alimentar-se de lixo, teremos campanhas mais limpas e propostas reais...verdadeiras...justas...equilibadas. Lembre-se, os candidatos TODOS, mentem porque mentir é compensatório. Mentir produz efeitos imediatos e eles tem a certeza de que não serão cobrados depois pelas mentiras que disserem agora.

Pense nisso.

terça-feira, 30 de setembro de 2014


Se tem um assunto que me enoja é política. Claro, falo especificamente de política partidária porque a política, na concepção generalista da palavra, está em tudo. Tudo é política. Sua reputação e respeito no trabalho dependem de sua competência profissional mas também de sua política relacional. A sua convivência com a vizinhança no seu prédio, rua, dependem da "polítida da boa vizinhança". Às vezes é necessário engolir um sapo...ou até muitos sapos transformando a barriga em pântano hehehe.

Enfim, abordo aqui, especificamente, a política partidária que determina os rumos desse país. Estamos a alguns poucos dias de mais uma eleição. E o que vemos são velhas mentiras travestidas com roupas novas. Os discursos falam exaustivamente em "renovação", "mudança", mas no fundo é sempre mais do mesmo.

Está completando um ano das grandes manifestações populares. Faz um ano que "O Gigante Acordou", mas parece que tornou a dormir. Falo isso mas não é pelos 20 centavos, nem mesmo pelos black blocs que descambaram para a desinteligência do vandalismo, e conseguiram com isso, tirar o foco dos problemas em si e, sobretudo, legitimaram o emprego de truculência por parte de governos corruptos que não pensaram duas vezes em esmagar com vigor os movimentos públicos e silenciaram a reboque, as vozes que deveriam ser ouvidas. Com isso conseguiram fazer com que se perdesse em meio aos estrondos de bombas e gases lacrimejantes, perguntas incômodas para as quais não queriam dar respostas.
Marginalizaram as manifestações. Estas eram legítimas e tinham foco. Expunham as mazelas dos governos. Cobravam um posicionamento público. As manifestações obrigaram esses trastes políticos a se reunirem e traçarem estratégias de ação e resposta aos anseios populares. Por alguns momentos... apenas alguns momentos... os dizeres da foto acima tiveram vida.
Não foi pelos 20 centavos que os políticos se aterrorizaram. Definitivamente não foi pelos 20 centavos.
Mas... o vento de lucidez passou... e o voltamos ao velho "pão e circo". Creio que a maior evidencia de nosso inegável conformismo está traduzido pelas pesquisas das intenções de voto. Os três candidatos mais proeminentes, que tem alguma chance de lograr êxito em seus pleitos, todos eles representam a continuidade do atual modelo. Se fossemos um povo realmente indignado a abstinência as urnas seria em massa... Ou o voto nulo seria maior do que a preferencia entre estes trastes. Mas, ainda somos massa de manobra. O povo ainda é movido pelas propagandas que vinculam a escolha positivada ao exercício da cidadania. O povo sequer se dá conta de que a sua cidadania é conquistada com 5 meses de trabalho de graça, todos os anos, para sustentar esta máquina de corrupção chamada "Governo".


sexta-feira, 4 de julho de 2014

O MAIOR ADVERSÁRIO DO BRASIL



Argentina? Alemanha? França? Holanda? Colômbia?
Não. Nenhuma dessas seleções. 
O maior adversário que o Brasil enfrenta em todas as copas é sempre o mesmo. Pelo menos desde 1982, que foi a primeira copa que assisti acompanhando bem todos os acontecimentos, posso dizer que o maior e mais duro adversário a ser enfrentado e vencido pelo Brasil é a imprensa esportiva. ( a de 1978 lembro muito pouco. Era muito pequeno).
A magnifica e mais poderosa seleção que eu vi jogar foi a de 1982... Que saiu do Brasil debaixo de pesadas críticas tendo como principal alvo aquele que é, hoje, venerado como um dos maiores técnicos de todos os tempos, Telê Santana. Mas que na época, para a imprensa esportiva era apenas o técnico "burro e teimoso" só porque ousava pensar além do seu tempo e era resistente a figura dos pontas de ofício.
Em 1986, Telê ainda era o "burro da vez", porque cobrava disciplina e não tolerou as escapadas para baladas de Renato e Leandro.
Em 1990, o burro da vez foi o Lazaroni.... Mas esse foi burro mesmo...rs
Em 1994 o burro da vez foi o Parreira, (que é tido como retranqueiro fracassado por muitos cronistas esportivos ainda hoje), mesmo trazendo o "caneco" que não víamos desde 1970.
Em 1998 o estigma de burro passou a ser de Zagalo. O "fracassado mais bem sucedido do futebol brasileiro".
Em 2002 o burro da vez passou a ser o Felipão porque não levou o Romário e passou a ser o retranqueiro da vez também.
Em 2006 o Parreira e o Zagalo dividiram a culpa pela "bagunça e falta de profissionalismo" de uma seleção que, antes da copa, chegou a ser comparada com a de 1982, dada a quantidade de medalhões. A acusação de bagunça e falta de profissionalismo foram bandeiras erguidas pela própria imprensa na medida que cobravam da CBF uma postura reformuladora. Isso levou a nomeação de Dunga, que atendeu as expectativas de todos obtendo, inclusive, significativos resultados positivos com uma seleção de carregadores de piano, que chegou à copa da África em 2010 desprovida de orgulho individualista. A força estava, enfim, no conjunto. Mas Dunga passou a ser o "burro teimoso" da vez porque não levou Neymar e Ganso e, principalmente, porque bloqueou o "oba oba" da imprensa brasileira.
2014... O estigma de "burro teimoso" da vez volta a ser Felipao. Ontem mesmo assisti no canal Sportv um cronista esportivo afirmar, categoricamente, que enfim acabou a lua de mel da seleção com a imprensa e que isso é bom para a seleção porque vai "chacoalhar"...
Gosto e assisto a programas esportivos porque gosto de esportes, principalmente o futebol. Mas não tenho lembrança de, ao longo de todo esse período, ter visto uma vez sequer a imprensa contribuindo positivamente para com a seleção. 
Já não me impressiona. Sempre foi assim. A imprensa esportiva, na sua ânsia de buscar impacto como atrativo de suas matérias, fomenta um clima de crescente desconfiança e instabilidade. Agora resolveram implicar pesadamente com o lado emocional dos jogadores. Se os caras choram de emoção é porque são desequilibrados e despreparados. Se ao invés disso não demonstrassem suas emoções a acusação seria a de que não estariam levando a seleção a sério... Que seriam mercenários que só se empolgam em seus milionários clubes da Europa. Não adianta. De um jeito ou de outro vão falar. De um jeito ou de outro vão continuar sendo, sempre, o mais duro e implacável adversário a ser vencido.
Tiveram, inclusive, a infelicidade de eleger justamente o Thiago Silva como símbolo da suposta fraqueza emocional. Justo um cara que venceu duras pancadas da vida em uma queda que muito poucos teriam forças para se reerguer. Um guerreiro. Na concepção mais forte da palavra. Mas a visão machista, babaca, considera um homem que chora de emoção, um fraco. Só idiotas pensam assim. Desculpem a franqueza.

Quanto a seleção. No tocante ao que deveria realmente interessar, como eu já disse antes em algumas postagens pela grande rede, considero que não temos a melhor equipe do campeonato. Temos um time apenas BOM. Nada mais que isso. Podemos até chegar ao título. É perfeitamente possível. Mas é preciso ter em mente que é igualmente factível ficarmos pelo caminho. Pode ser hoje com a Colômbia... Ou na semi-final com Alemanha ou França... Ou mesmo em uma final com, quem sabe... Holanda ou Argentina... Mas é preciso ter em mente que há seleções melhores que a nossa e que merecem tanto quanto, ou até mais,o título. Infelizmente o "azar" que considero é que, justamente neste momento de uma limitada seleção, termos uma copa novamente no Brasil.
Vamos torcer, porém, com essa consciência. A não ser que aconteça um milagre futebolístico a vaga virá com muita luta e na base da persistência e força. Ou talvez não virá. Tenho uma opinião particular sobre o futebol que tenho visto ser jogado nesta copa no Brasil. Acho que estamos testemunhando aquela que talvez venha a ser uma profunda mudança no cenário futebolístico mundial. Mas isso é assunto para outra hora rs.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

2013 - PINTANDO NOVAS ESTRELAS






No início de 2012 eu fiz um pedido a Deus...
Vindo de duas atordoantes pancadas da vida resultantes de duas grandes decepções e ainda o falecimento de meu pai. De 2008 a 2011 foi o tempo da dor... Eu pensava que tinha parado por aí. O meu pedido a Deus foi que eu queria ter um 2012 diferente. Queria poder voltar a sonhar. Queria poder voltar a contemplar o lugar onde os montes tocam os céus, com o mesmo sentimento de esperança e conforto que sempte senti. Eu estava, ainda, atordoado e anestesiado com as pancadas que recebi da vida. Queria, ardentemente, um 2012 diferente. Esse foi o meu pedido a Deus.
O ano iniciou e a grande diferença que eu teria pela frente seria padecer alguns meses junto à dor de minha mãe, que adoeceu inexplicavelmente e, não menos inexplicavelmente me deixou. Esse foi o meu 2012.... lutando contra a minha dor. Buscando usar de toda maturidade, consciência e racionalidade que me foi possível, lutei..... Lutei para vencer a mim mesmo. Para vencer o peso da decepção, desânimo, dor, sentimento de abandono...sei lá mais o quê. Só sei que por diversos momentos, senti-me sozinho como a criança que fui, dependendo do carinho de meus pais....que não estavam mais ali.
Ou será que estavam? Creio que sim porque eles vivem em mim, mas.... nesses momentos a dor sempre me consome porque não posso mais ouvi-los..... abraça-los... Quando eu penso neles eu tenho novamente 4,5 ou 6 anos de idade.
Perdoem-me se estas linhas são carregadas de emoção muito pessoal. Mas escrevendo eu coloco para fora, hoje, a dor de minha alma. A saudade que me consome. Eu teria escrito algo a mais tempo mas resolvi que não escreveria novamente enquanto não estivesse, novamente, equilibrado emocionalmente. Mas parece que não consegui cumprir porque aqui estou eu, novamente em lágrimas.
Realmente não há como vencer a saudade. Eu desisto de lutar contra ela.
Que Deus me ensine, nos anos que me restam, a conviver com saudade e a alimentar o sonho de um dia reencontra-los. Um dia estaremos, novamente, juntos. E eu serei novamente criança.... a criança que na verdade eu sou, dentro de um corpo gigante... mas o que há dentro de mim é uma criança que quer, a todo custo, sorrir e brincar..... ser feliz.
Adultos falam em felicidade mas só as crianças é que sabem ser realmente felizes. A vida nos ensina a olharmos para elas.... a aprendermos com elas.

"Apenas a noite saberá... porque os céus nunca revelam...todos os sonhos que existem para se conhecer...Pinte o céu com estrelas".
http://www.youtube.com/watch?v=nGsrEsRSMEs

Agora, para o ano de 2013 que se inicia, quero fazer novamente um pedido a Deus.
Um pedido de uma alma de criança....
"Deus Eterno e Senhor da minha vida... Permita-me pintar o céu com estrelas. Guia-me por onde eu andar".

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O FIM DA SACOLINHA DOS MERCADOS É A SALVAÇÃO DA NATUREZA! ACREDITE QUEM QUISER PORQUE EU TÔ FORA.


O grande problema é que o povo é "colador de figurinhas" mas se acha sábio e profundo lutador das causas ecológicas. A primeira besteira fantasiada de verdade que aparece pela frente adornada de um discurso politicamente correto é o suficiente para arrebatar milhares de ovelhas cegas ao matadouro do entendimento crítico.
BESTEIROL COLETIVO, é o que tenho visto em pretensos movimentos e iniciativas que nascem nas ideologias do governo hipócrita e predador das massas; que jogam suas iscas nas mais diversas formas de mídia que ali recebem a roupagem convincente do modismo. PRONTO! O produto final é um bando de gente dizendo amém a tudo o que parece verdade, mas tem essência de mentira.
Sabem o que realmente assusta?
O que assusta é ver que bastaria somente pensar um pouco. Exercitar o senso crítico, o ceticismo. Não é difícil notar que a incoerência é totalmente aparente e ainda assim milhares de pessoas se conformam com a completa cegueira. Milhares aceitam ter uma mente improdutiva e preferem a cômoda e pacífica zona de conforto, andando para onde seguir a multidão.
Ora, se está todo mundo indo é porque deve ser bom e correto não é??
É por isso que o povo é e vai continuar sendo, ainda por muito tempo, MASSA DE MANOBRA, cuja caixa craniana serve somente de suporte para sustentar os olhos que alimentam a alma de pão e circo.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.




PORQUE NÃO ACREDITO EM HUMANOS.

Não acredito em humanos porque todos têm uma inclinação natural para fazer o que é mal. Porque esta inclinação contagia inevitavelmente a todos os humanos na proporção em que deixam a infância e alcançam o entendimento de adultos. O conhecer a diferença entre o bem e o mal é também conhecer duas opções e inevitavelmente o homem convive com uma e outra no curso de sua vida. Uma dualidade comum a todos, onde ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal.
Este assunto é vasto e bastante ideológico, digamos assim e muitos vão concordar com pouquíssima coisa do que vou dizer; mas minhas considerações estão longe de serem postas como verdades absolutas. São apenas conjecturas.
Serei específico com o foco no que me levou a escrever estas linhas.
Falarei sobre o mal inevitável ao gênero humano.

Acima eu disse que “...ainda que se almeje o bem, o erro, por incontáveis vezes, vincula o homem ao mal”. Claro que estou excluindo aqui os que “planejam” o mal. Aqueles que têm o mal como objetivo desejável. A estes eu não atribuo a palavra “ERRO”, justamente porque errar é “tentar acertar e não conseguir”. Os que desejam o mal não tentam acertar (fazer o que é bom). Fazem o que desejam que é o mal para o próximo em prol de seus objetivos. Logo, excluo estes da minha abordagem.
Falo aqui de toda a parcela de humanos (a grande maioria) que deseja fazer o bem, que planeja o bem, mas nem sempre consegue atingir porque o erro as leva a errar o alvo. E quem é que sofre desta dificuldade? TODOS, simplesmente todos os humanos, inclusive eu é claro. (Esse é o meu entendimento da questão).
Até aqui eu creio que está tudo bem para o amigo(a) que ousou empregar seus preciosos minutos para ler, mas acredito que daqui para diante o que eu tenho para dizer desafia alguns conceitos que estão amalgamados com o próprio entendimento do que é ser “humano” em muitas das filosofias de vida. Aqui eu serei mais obtuso sem medo de errar até porque este texto mesmo apresenta os humanos como pessoas que tentam acertar, mas que inevitavelmente incorrem eventualmente em erro. Aceito minha condição humana e não nego que meus conceitos são passíveis de serem mudados na medida em que eu evoluo, mas nem por isso me furto em apresentar como hoje penso.
Entendo que o gênero humano sofre de um estado de corrupção da alma (degeneração desta), que faz com que todos careçam de assimilarem valores excelentes no curso da vida. Valores tipo: amor, caridade, compreensão, paz, felicidade, justiça...etc... Sem os quais o humano se perde em meio a uma selvageria bestial. Humanos que são privados destes valores por toda uma vida, duas coisas acontecem com estes: Ou descobrem um líder mal que os domine e descambam para o fundamentalismo; ou vivem como bestas fera destruindo a si mesmos e a outros que nada tem com eles. Mas aí alguém perguntaria: “Mas e os que recebem educação familiar e com ela os valores excelentes os quais você citou acima e ainda assim descambam para o mal, ou ao menos sustentam um estado distorcido destes valores?”. Eu responderia: É exatamente isto que chamo de erro (errar o alvo). Claro, considerando que o alvo seja fazer o bem. Considero que este é o grande desafio a ser perseguido pelo homem em um mundo cada vez “menor” no sentido de espaço e recursos para subsistência. Cada vez mais é importante que os humanos desenvolvam um novo sentido de existência que não considere mais objetivos pessoais exclusivos, mas objetivos pessoais que eu chamaria, em trocadilho, de “inclusivos”. No sentido de que o meu semelhante seja menos concorrente e mais parte do meu sucesso ou fracasso. É preciso despertar a consciência de que o que chamamos de “humanidade” nunca vai ter sentido pleno se não considerarmos um todo como alvo. A humanidade é uma grande tangerina onde cada um de nós somos um gomo. Se falta um gomo a tangerina não está completa. Como podemos falar em humanidade se não somos humanos com todos?
Aqui acho que vale a pena repetir que os que “planejam o mal” estão fora da minha abordagem. Eu falo daqueles que assimilam ou tentam assimilar os valores excelentes, desejam e tentam fazer o bem, mas que por vezes erram o alvo. Aí alguém poderia me perguntar: “Mas escrevendo aqui é mole. Como saber diferenciar entre os que planejam o mal e os que estão tentando acertar, mas erram?”. Eu responderia: Eu não disse que é fácil diferenciar. Mas digo que a forma mais eficaz de fazê-lo é olhar o fruto que as pessoas produzem. Assim como as árvores recebem o nome segundo o fruto que produzem, assim humanos também produzem frutos segundo a essência que carregam em si mesmos. Se notar uma bananeira produzindo laranjas, ainda que se pareça com uma bananeira, na verdade é uma laranjeira. Se existe forma mais eficaz de diferenciação eu desconheço.

Bem, prosseguindo na linha de raciocínio focando o “desejar o bem e às vezes errar”, temos as relações humanas como o campo onde tudo se desenvolve. Sabemos e reconhecemos que não existe nada mais democrático que o erro, embora muitas das vezes vivemos como se não errássemos, como se o erro fosse uma exclusividade dos outros. Muitas vezes nos vemos como se fôssemos o sol da galáxia e todos os planetas devem girar em torno de nós. Em torno de nossos conceitos e abstrações pessoais.  Ignoramos que ao desejar fazer o bem estamos sujeitos a errar. Erros que na maioria das vezes não é na essência, mas sim na forma. Por vezes parece que não nos caiu a ficha de que humanos, todos, sem exceção, erram mesmo quando tentam acertar. Não alcançamos o entendimento de que mais erramos do que acertamos no curso da vida e que, como disse a minha prima Eleni Rego em um comentário que fez a um texto meu, dias atrás: “...afirmo que os erros são nossas melhores lições, aprendemos muito mais com o sofrimento do que com a alegria, porque certamente não vamos mais querer repetir a dose da dor...enfim faz parte da Vida”. Sim, isso! Faz parte da vida! Acertar e errar faz parte da vida! E concordo integralmente com Eleni que aprendemos mais com os erros do que com os acertos.
Aqui eu vou usar de mais especificidade. Vou ser sincero em afirmar que não estou ainda totalmente convicto disso, mas, parece-me que o que mais atrasa e dificulta as relações humanas no tocante a uma maior compreensão mútua é o “pretenso poder de julgamento” que além de rotular pessoas, sectariza, divide, separa, desune. Tudo em nome de um conceito pessoal ou entendimento particular que ignora que somos todos iguais... ou deveríamos ser.
É impressionante como o julgamento nos fecha para um ângulo diferente e nos faz rotular pessoas e atira-las em uma vala comum de erro da qual pensamos não participar. É fácil julgar... É fácil afirmarmos que estamos certos, isolarmo-nos em nossas abstrações e condenar outros pelos erros cometidos. Sim é fácil. E sabem por que é fácil? Porque o coração humano é igual a internet. O que quisermos encontrar encontraremos. O segredo é saber o quê, exatamente, buscamos. Para dar continuidade à desagregação nas relações basta aplicar a seguinte fórmula: 1 – Oculte seus próprios erros atrás do entendimento do que VOCÊ acha certo. Ignore outras cosmovisões e se ache “o sol da galáxia”. Assim você estará ignorando que é alguém sujeito à falhas também. // 2 – Julgue (como quem está de fora do erro). Julgue rotulando as pessoas segundo seus conceitos pessoais. Com base no seu próprio umbigo. Ignore que há sabedoria na diversidade. 
E se isso lhe soa estranho e duro, não se surpreenda se eu disser que estas são duas das coisas que mais os humanos fazem no curso de sua vida. 

Estamos às portas de um novo ano. Sugiro que o momento seja propício para nossas avaliações pessoais, mas, que, por Deus, estas avaliações considerem a humanidade como um todo; no sentido de engajarmo-nos na difícil tarefa de tornar este mundo melhor. De nos motivarmos a dar um sentido menos egoísta às relações humanas... esquecermos um pouco nossos próprios umbigos e lembrarmos que todos tem umbigos. Redes sociais são uma poderosa ferramenta que, com o acréscimo que vem tendo em tecnologia, nem fazemos idéia ainda de suas potencialidades. Creio que a ferramenta está aí, sendo aperfeiçoada. Penso que precisamos evoluir enquanto humanos porque a tecnologia não garantirá um futuro melhor se as mentes humanas não evoluírem junto. 
Então, quem sabe,  um dia humanos serão confiáveis. Por enquanto, não dá pra confiar na forma como administramos o mundo.

sábado, 24 de dezembro de 2011

UMA MENSAGEM DIFERENTE DE NATAL - UM CONVITE À REFLEXÃO




Quando eu era bem pequeno uma vez escutei uma pessoa mais velha dizer que o natal era uma data triste. Não ousei perguntar talvez devido a pouca idade que tinha à época, mas confesso que aquela expressão causou-me estranheza. Como poderia uma data festiva e comemorada com tanta alegria em família e amigos, ser algo triste? Afinal tristeza não é o contrário de alegria? Bem, os anos foram passando e eu crescendo e adquirindo mais experiência na arte da vida e as leis da sobrevivência e limitações humanas vão ficando cada vez mais claras aos nossos olhos. Se a experiência é algo que todos queremos ter, ela tem um preço a pagar. E esse preço é a quebra do “encanto”. A experiência não impede o sonho, mas certamente comunga com a dura realidade. E a realidade é que se alguém quiser transformar o sonho do futuro em realidade um dia, vai ter que aprender a lidar com as dificuldades da caminhada.

Mas estávamos falando do Natal não é?
Sim claro...
Mas não deixamos de falar do Natal. Afinal o que é o Natal? Qual o fundamento do Natal?
Natal é a celebração do nascimento de uma criança. Mas seria somente isso? Quantas crianças nascem no mundo a cada minuto? Por que atravessamos séculos celebrando o nascimento de uma única criança? O que há de especial nesta criança que a torna diferente de todas as outras?
Sim, são perguntas para as quais todos sabemos a resposta. Trata-se de uma criança especial, que é especial não por causa do seu nascimento, mas por causa do contexto de toda a sua vida, inclusive sua morte e sua Ressurreição. Sim, porque se essa criança não tivesse ressuscitado ela seria igual a qualquer outra criança que um dia nasceu e um dia morreu. Situação pela qual nós, que um dia fomos crianças, também vamos passar.
Foi quando aproximei-me mais do entendimento do que de fato é o cristianismo foi que eu descobri o verdadeiro sentido do Natal. Assim como a criança que nasceu no dia que convencionamos chamar de natal é especial não somente pelo seu nascimento, mas sim por toda a sua Vida e Morte e ainda Ressurreição; assim também, para nós o natal não deve ser a celebração da alegria de um simples nascimento, mas também a celebração da superação das dificuldades do curso da vida e também da presença essencial daqueles que já cumpriram sua jornada mas que para sempre estarão ressurretos em nossos corações.
O contexto do Natal é o contexto de uma vida. Uma vida inteira, com alegrias, dores, perdas, superações e tudo aquilo que enfrentamos em nosso dia a dia. Sabe por que o Natal fica triste? Porque simplesmente somente celebramos o nascimento. Esquecemos que esta criança cuja nascimento celebramos, vai precisar ser alimentada, cuidada, conduzida, durante todo o ano. Deveríamos celebrar o Natal como se fosse o aniversário de um filho, de quem não somente lembramos no dia do seu aniversário, mas por quem trabalhamos  e nos empenhamos o ano todo para que tenha o melhor dos crescimentos que nos é possível dar.
Assim gostaria Jesus de ser tratado por cada um de nós. Ele é o menino que gostaria de ser lembrado durante todo o ano... mais que em uma simples data festiva. Jesus é o menino que gostaria de ser lembrado no momento da dificuldade, no momento da perda, no momento da dor, na satisfação da superação. Jesus é o menino que deseja crescer dentro de nós a cada dia, para que, ao se completar mais um ano, no próximo Natal, lembremos de tudo o que passamos com Ele Vivo dentro de nós.
Assim, amigos, certamente o Natal deixará de ser uma data triste, como é para muitos.
Quando entendemos o verdadeiro espírito do Natal que é mais que uma simples celebração de um nascimento mas sim a celebração de toda uma Vida de alguém que deu a sua própria vida por amor de nós... Quando entendemos isso, seremos verdadeiramente felizes no Natal!
Hoje é 24 de Dezembro...  Não importa se a data é realmente essa ou se é uma data meramente comercial... o que importa é o verdadeiro espírito do Natal que é a presença da Pessoa de Jesus, não apenas como apenas uma criança, mas como alguém que nasceu, viveu e morreu por amor de nossas vidas... em quem podemos depositar todas as nossas esperanças e ansiedades que ele sabe como cuidar de nós.
Hoje é 24 de Dezembro.... Ainda há tempo para você meditar no que Jesus mostra ao seu coração. Esqueça um pouquinho o clima festivo e tire alguns momentos para parar, meditar e ouvir a voz de Jesus em seu coração.... ainda há tempo de celebrar um Natal especial para a sua vida. Um Natal como talvez nunca antes tenha vivido. Um Natal COMPLETO celebrando a VIDA de Jesus em seu coração.... algo que terá significado para a sua vida pelo resto do ano, para que, em dezembro de 2012, você venha a comemorar o que viveu com Jesus durante todo um ano, sejam as vitórias sobre as dificuldades ou mesmo as alegrias do porvir.

Pense nisso
Desejo um Natal Pleno de Jesus em sua vida
Paz seja contigo!

quarta-feira, 30 de novembro de 2011





UM PEDIDO AOS AMIGOS...

Gostaria de informar aos amigos que estes artigos, algumas vezes são escritos até de um celular. Em momentos que me sinto inspirado, motivado pelo assunto tratado. Escolhi fazer assim para ter quase que a mesma simplicidade que tenho nas redes sociais. Isso tem um preço a ser pago. Nem sempre eu tenho tempo disponível para revisar mais detalhadamente os textos, e alguns erros de escrita passam batido. Muitas das vezes eu publico textos completamente cansado após noite em claro trabalhando.
Peço a compreensão de todos. Tem que ser assim porque de outra forma eu acabo não escrevendo nada. Conto com a compreensão de todos neste sentido.

VALEU!  rs

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A CORRUPÇÃO EM 2050





Estou eu, nesta manhã, repassando as páginas virtuais de notícias e artigos interessantes, quando me deparo com esta nota estatística da Revista Época de autoria de Felipe Patury, cujo link está imediatamente acima.
Não levo nem em questão a importância que este tipo de dado estatístico pode ter para nós nos dias atuais, até porque, em uma primeira leitura, não vejo em quê isso mudaria nosso presente ou nos encheria de esperança acerca de 2050 como se estivéssemos em 2048 ou perto disso. Até lá tem muita água pra rolar e outra geração estará no controle da situação. Pela velocidade com que as coisas andam e as emergências globais urgem, certamente teremos sim um outro mundo, com outra configuração, quem sabe até com outra geografia.
Pois bem. O que, então, me chamou a atenção nesta breve nota?
Certamente não é o fluir do imaginário tentando conceber como estará o mundo, se os carros ainda terão rodas e se os clones humanos estarão por aí junto com andróides, etc. O que me chama a atenção é um componente de absoluta relevância para a vida humana, para a manutenção da saúde mental de cada indivíduo que penso estar cada vez mais sendo ingorado, em um estranho contra-senso de uma época onde se busca entender o pensamento para fortalecer as ferramentas virtuais e criar novos meios em todas as áreas de interação humana. Que componente é esse? Os mais idealistas chamariam de ESPERANÇA. Os mais pragmáticos chamariam de PERSPECTIVA, onde entendo que as duas palavras focam um mesmo objeto.
Perguntar a alguém como acha que vai estar o mundo em 2050 é um convite a viajar na abstração, mas, perguntar objetivamente como estará a questão da corrupção em 2050 é bem mais que simplesmente viajar. Para responder esta pergunta é preciso partir do agora. Tomar como ponto de partida a atual situação do mundo, de preferência, mais especificamente, do país. No nosso caso o Brasil. Partimos do hoje, do como está hoje e inevitavelmente conjecturamos sobre o que está sendo feito acerca deste tema. Que tipo de resultados isso irá produzir no futuro próximo, tipo, em 5 anos, em 10 anos. Eu não tenho aptidão técnica para afirmar isso com certeza mas, apenas acho que o máximo que podemos estimar racionalmente acerca de futuro político, econômico e social, não passa de 10 anos ou 15 no máximo. O que passa disso, penso, perde solidez factível ainda que esteja dentro do campo das possibilidades. Sei lá, apenas acho. Se alguém pensa diversamente até gostaria que comentasse este artigo para que eu possa conhecer outra perspectiva.
Especificamente falando do Brasil; pensar no que está ocorrendo hoje, a tecnologia à serviço das mídias, trazendo à tona coisas que até então estavam sob o lençol do conluio e do corporativismo. O grande número de escândalos e, sobretudo, uma população cada vez mais informada. Isso certamente produz um efeito à médio-longo prazo que, por conseguinte, motivará novos rumos ainda mais à frente. Os corruptos terão que se reinventar pois estão com um importante aliado enfraquecido. Este aliado atende pelo nome de “certeza da impunidade”. Ainda que o dinheiro continue comprando sentenças e cegando organismos policiais e fiscalizadores; é cada vez mais difícil ocultar isso como faziam antes. O nome deles está vindo ao lume. Pelo menos de alguns. E aí tem sido possível “puxar o barbante” e encontrar gente que em outros tempos não seriam alcançados.
A corrupção sempre vai existir porque, infelizmente, ela é inerente ao viés indesejável do comportamento humano. Não dá pra negar que é uma manifestação humana, entranhada no indivíduo que pode ou não ser contida por princípios e educação, mas que sempre estará ali pronta a ser manifesta. A questão é o quanto a sociedade tolerará a corrupção nos anos vindouros. O desenho atual é o de uma crescente indignação que tem, ainda que timidamente, movimentado as massas em torno do repúdio. Os mais céticos acreditam em modismo e os mais otimistas apontam para uma tendência. Aqui eu abro um parênteses para você, querido leitor, pensar. O que parece indicar, para você, o tempo atual no tocante ao ataque midiático à corrupção e o crescente repúdio manifesto da sociedade brasileira? Será que podemos observar tal quadro como um indicador de menor tolerância com a consequênte e gradativa redução desta praga chamada corrupção? Ou será que este ruído todo tem sido apenas reação momentânea ao foco dos ataques do “quarto poder”?
Particularmente penso que nós, brasileiros, temos motivos de sobra para sustentar o ceticismo face à nossa própria história e a forma como o governo trata seus contribuintes. Pagamos a carga de impostos mais pesada do mundo e somos tratados como gados. Não tenho esperança de ver nosso país crescer em qualidade de vida melhorando serviços básicos tipo segurança, saúde e educação justamente porque não vejo o governo, efetivamente, preocupado com isso. Estes temas são recorrentes somente na retórica eleitoreira dos políticos. Nada mais. Aí alguns poderiam me indagar: “Mas e o plano de segurança que está sendo implementado no Rio, com a ocupação e implantação das UPPs e serviços sociais?” Eu respondo simplesmente que sustento a esperança como todo cidadão de bem que deseja um futuro melhor, mas, certamente o governo e suas instituições vão ter que me provar que mudanças efetivas serão observadas ao longo dos anos. Até agora estou tendente a acreditar que estas investidas são pontuais e estratégicas para trabalhar primeiramente a “aparência”. Algo como que um temporal controle da situação, sustentável até certo ponto; de forma a garantir a realização proveitosa de dois grandes eventos: A Copa do Mundo de futebol e as Olimpíadas. Mas este é um outro assunto para um outro tema.
2050.... É muito tempo à frente!
Tentar enxergar a corrupção 38 anos à frente, é um desafio não ao entendimento da essência mas sim à compreensão da forma. Corrupção será sempre corrupção com a mesma essência suja que tem nos dias de hoje. Mas, e quanto à forma? Se pensarmos ainda um pouco mais, vamos concluir que o que importa realmente não é nem a forma em si. A forma será um assunto para os mecanismos de fiscalização futuros com os meios disponíveis vindouros. O que importa realmente são os efeitos da resultante deste embate: “Honestidade X Corrupção”. Será que teremos uma sociedade pró-ativa na intolerância à corrupção? Os corruptos serão a minoria e a exceção, diferentemente de hoje? A resposta para isso vai um pouco além da simples esperança contemplativa. Passa pela análise do que se faz hojee o que se fará como próximos passos...um dia de cada vez. Acho que o melhor exemplo que o tempo nos dá para a vida é que ele, “o tempo”, não se atropela. Uma coisa acontece após a outra e não há como pular nada. É ação e resultante, sendo esta a ação de outra resultante. O tempo não se atropela nunca. Nós humanos inteligentes, é quem nos atropelamos a todo momento e muitas vezes ignoramos pequenas coisas de suma importância que acabam ficando para trás. Faz-nos imensa falta para compreender quem seremos no futuro, o “compreendermo-nos agora”.
Estamos acostumados com o imediatismo do produto pronto. O futuro não é um pacote fechado preparado para ser aberto quando chegarmos lá. O futuro é uma caixa aberta cujo conteúdo estamos jogando dentro AGORA! O que perceberemos amanhã será a colheita do que semeamos hoje. Essa é a lei da vida. Não há como fugir disso.

Creio que muito mais poderia ser escrito sobre este rico assunto, mas eu vou me deter por aqui sob o risco de perder-me em meio às incontáveis linhas de abordagem possível. Fica a sugestão para os amigos que se deram o trabalho de ler e pensar no que foi escrito aqui.... dê continuidade a este texto com seu comentário. Seria ótimo ler outras opiniões.

domingo, 13 de novembro de 2011

ALGUNS PONTOS A SEREM CONSIDERADOS NESTA ABORDAGEM ACERCA DO "NEM".



Alguns pontos a serem considerados nesta abordagem acerca do "Nem":
1 - Aproximaçao da imprensa visando mostrar não ser bandido violento.
2 - Promover ações locais de cunho social para ganhar apoio popular.
3 - Elogiar o Lula, Beltrami, passar imagem de preocupado com a integridade de policiais.
4 - Discurso politicamente correto
5 - Auto-avaliação e auto-imagem de vítima social que assume honrosamente a responsabilidade e o desejo de pagar pelos erros cometidos.
Nem digo que não se tratam de verdades. Até acredito na maioria das coisas que ele disse; inclusive no desejo de mudar de vida e no entendimento conclusivo de que o crime de fato é um mar de ilusão que constrói uma cadeia sem grades em torno do perigo e tensão sob os quais pessoas como ele vivem. Acredito na sinceridade das palavras dele, sim acredito.
Contudo há outras coisas a serem observadas:
1 - Ele é traficante, e como tal, sustenta uma máquina de destruição coletiva que mata tanto aqueles que consomem as drogas bem como as vítimas de crimes motivados pelo consumo do produto que distribuem em troca de muito dinheiro. Arrependimento é uma coisa e remorso é outra. Quem se arrepende de algo, abandona esse algo... a menos que seja escravo por algum motivo. Ele não é viciado, tem poder de escolha. Seria mais fácil eu acreditar em um soldado dele, viciado, que mata pra conseguir dinheiro para sustentar o vício e uma vida de ilusão.
2 - O tráfico é um grande monstro...e não existe monstro com cabeça de anjo. Esse grande monstro possui leis próprias entre as quais não se admite "fraquezas". Preocupação com a integridade de policiais é uma das fraquezas imperdoáveis que faria com que Nem tivesse as costas rasgadas por uma afiada faca nas mãos de um de seus comparsas mais chegados e aspirante ao posto-mor do comando local. Não se comanda o tráfico sem o ingrediente do terror e do ódio.
3 - Quanto ao "discurso politicamente correto". Não sei porque ainda se sustenta a idéia de que todo traficante é aquele cara que manda uma gíria do dialeto das favelas à cada três palavras que fala sendo uma, palavrão. Somente os viciados se portam desta forma. Traficantes que não estão sob domínio do vício entorpecedor e que comandam estrategicamente as ações comerciais do tráfico possuem grau de inteligência elevado e, sobretudo, são excelentes articuladores. Nem se enquadra neste nível. Alguém se lembra de Leonardo Pareja. O bandido inteligente que vencia as estratégias da polícia e que tinha facilidade em articular rebeliões e era uim líder nato?? Nem tem esse nível e alcançou maior sucesso e amplitude de articulação.
Alinhar uma postura menos perigosa, sendo mais vítima do sistema do que articulador e sustentador dele é o "modus operandi" de traficantes de mais alto nível. Muitos inclusive agem assim sob instrução de advogados contratados previamente a peso de ouro e que prestam consultoria para "minimizar" a situação quando se encontra irreversível. Creio que Nem não tinha para onde ir. O cerco de fato fechou e a fatia da facção dele no estrangulado mercado parece não ser suficiente para manter centralidade de comando. Talvez planejasse mesmo se entregar...pode ser verdade. Outros bandidos perigosos e tão articulados quanto já fizeram isso antes para usarem a cadeia como local de "proteção". As quadrilhas rivais gostam de aproveitar oportunidades e exterminar potenciais "alemães" quando estes estão enfraquecidos. Para não morrer talvez Nem tivesse que deixar o Estado ou até o país mas talvez usar a cadeia como escritório e bunker seja mais interessante para manter-se "por perto".
É meio viagem o que eu estou falando. Sim é. Mas eu já vi filmes com este tipo de viagens muitas outras vezes. Porque não acreditar que isso possa estar acontecendo agora?
Bem...eu paro por aqui. Ja me alonguei bastante mas acho que já dei o meu recado. Penso que as ações policiais estão corretas. Penso que os objetivos são corretos, que os ganhos para a sociedade são reais.... mas.... sugiro a toda a sociedade uma releitura de outros episódios mais antigos envolvendo esta interação Governo X Crime XPolícia X Tráfico. Se observarmos o que nos conta a história, tipo, "A vida e Obra de: Escadinha, João Gordo, Esquadrão da Morte, Mão-Branca, Meio-Quilo...etc... etc..." - Vamos ver muita similaridade se não na forma, ao menos na essência. Velhas mentiras ainda permeiam e penetram sutilmente por entre as "falanges" dos dedos.

Voltando às veredas das letras


Já há algum tempo eu não escrevo nada por aqui. Parei não porque quis mas porque fui forçado face a alguns problemas que tive e que me tiraram completamente o ânimo para tudo, inclusive para escrever. É bem verdade que eu não estou por aqui todos os dias. Não escrevo por escrever, mas quando tenho mesmo algo para compartilhar. O preço a ser pago por quem procura fazer algo sempre com essência é que não vai conseguir nunca enganar e ocultar o que de fato sente no momento. Eu sou assim. A sinceridade é meu defeito e muitas vezes sou rotulado como polêmico por não ter medo de mostrar quem de fato sou mesmo sob o risco de errar.
Eu tinha resolvido que, quando voltasse a escrever, o tema seria o problema pelo qual passei. Por isso decidi que só voltaria quando estivesse bem novamente, e com a mente livre para pensar. Mas que nada. Nem estou totalmente recuperado e de mente livre e nem pretendo abordar a questão em si porque muito me incomoda e desestabiliza. Esse ano conseguiram me destruir. Fazer-me sentir algo tão ruim que somente tinha sentido antes no episódio de minha separação. Mas.... o assunto em si vai ter que ficar para um futuro não tão próximo, para quando eu conseguir me desvencilhar definitivamente da armadilha que me armaram.

Mas a notícia boa, ao menos para mim, é que consigo reunir alguma racionalidade que me permite ao menos andar novamente, mesmo estando ainda ferido. Mas a vida segue...tem que seguir.

domingo, 14 de agosto de 2011

PORQUE NÃO VALORIZO TANTO AS DATAS COMEMORATIVAS



No momento em que inicio estas linhas são exatamente 23:45hs do domingo “dia dos pais”. Já é findo este dia e somente agora resolvi escrever alguma coisa referente a esta data comemorativa. Aliás, não só referente a esta data mas a todas as datas comemorativas. Sinto-me à vontade para escrever com liberdade e desprovido de qualquer emoção própria para o dia. Para muitos isso seria uma espécie de signo da insensibilidade, mas fato é que, durante toda a minha vida familiar, não fomos acostumados a valorizar estas datas temáticas tanto quanto a maioria das famílias o fazem. Daria para contar nos dedos os momentos nos quais fizemos uma ceia de natal tipo “mesão pra família”. Claro, sempre rola uma ceia. Comemos as comidas típicas do período (embora comprovadamente comemos muita coisa desaconselhada para o verão de dezembro). Mas não supervalorizamos a data em si.
Mas por que esta resistência em reverenciar o dia comemorado? Eu poderia responder somente que é pelo fato de não ter sido acostumados a isso. Assim como muitos consideram normal comemorar de forma especial estas datas, na casa dos meus pais fomos acostumados a ver estes dias como outro qualquer. Entendemos que, se neste dia devemos expressar um sentimento especial para com quem amamos, porque não fazê-lo o ano todo? Por que não expressar algo especial no dia a dia, de forma não tão festeira, mas sincera e significativa? Ok, eu sei, isso tudo pode parecer para a maioria uma coisa meio que sem sentido ou até bobagem. Alguns ainda diagnosticariam essa forma de ver as coisas como uma espécie de patologia familiar, mas, concorde você, amigo leitor, ou não, existem pessoas que pensam assim. E não é só uma família. Não é a maioria claro, mas existem muitas famílias que vêem as coisas sob este prisma. Pura e simplesmente por questão de hábito cultural familiar.
Posto isto, sem qualquer outra justificativa além do costume, passo a discorrer sobre o que penso acerca destas datas festivas. Apenas alguns breves aspectos.
1 - O primeiro aspecto é a efemeridade do momento, onde, se muitas pessoas realmente expressam o que sentem e pensam de você durante todos os dias do ano, algumas se desmancham em carinhos confraternizadores que todos sabem que durarão apenas um dia. Muitas das vezes estes carinhos de momento estão temperados por entorpecimento de bebidas. Alguns chegam ao ponto de chorar copiosamente ou rir à exaustão e, para justificar a efemeridade, alegam ser um momento de “renovar a paz” ou “aliviar o stress familiar”, ou qualquer outra explicação que o valha mas... de que vale uma expressão de carinho que não tem continuidade? Uma expressão de carinho que vale por uma noite ou, no máximo, por alguns dias após a grande data comemorativa? De que vale a presença física de alguém que não se apresenta integralmente com sua alma? Aqui pego o gancho para o segundo aspecto.
2 – O segundo aspecto é que a supervalorização das datas comemorativas nos leva a uma sobrevalorização da forma em detrimento da essência. Que quero dizer com isso? Quero dizer que supervalorizamos a presença física das pessoas nestas datas como se a presença material delas ali fosse a real expressão da importância que temos para elas. Perigoso isso, porque entendo que esta é a nascente para os rios de decepções e também para a potencialização da dor da ausência daqueles a quem amamos e não estão mais fisicamente conosco. Trocando isso em miúdos; aqueles cuja presença física ainda é possível porque estão vivos, acabamos fazendo tanta questão que estejam de corpo presente que julgamos não gostarem de nós os que por algum motivo não vão porque não gostam de comemorar “datas”. Isso acaba até forçando a estas pessoas a mentirem alegando motivos de impossibilidade quando na verdade não vão porque não gostam de certos tipos de comemorações. Mas, por tudo o que é sagrado; será que isso é motivo para julgar o que uma pessoa sente por outra? Por outro lado, julgamos que as pessoas que gostam de ambientes festivos e que, por isso, sempre estão presentes, realmente gostam muito de nós. Será? Quanta decepção já não tivemos com pessoas que se acercam de nós? Aliás, se tem um tipo de decepção que dói é a decepção com aqueles dos quais não esperamos revés. Momentos e ambientes festivos são o habitat natural de falsos amigos, pois ali eles conseguem se misturar com os verdadeiros amigos. O outro lado da mesma moeda neste aspecto é o que eu chamei linhas acima de “potencialização da dor da ausência daqueles a quem amamos e não estão mais fisicamente conosco”. Aprendemos a valorizar tanto a presença física que focamos nisso a nossa felicidade. É bom estar fisicamente perto de quem amamos, tocar, sentir o toque, carinho, sorriso, a voz, mas definitivamente se uma pessoa não está presente fisicamente não significa que ela não esteja ali vinculada as nossas almas. A maior marca que uma pessoa deixa em uma outra vida é a marca na alma. Esta marca definirá o que alguém significará para nós, por toda a eternidade. É a supervalorização da presença física que faz muitas pessoas, mas muitas mesmo, sentirem-se infelizes em datas comemorativas quando não têm mais um ou outro ente querido presente fisicamente. Para muitos, o natal passou a ser triste... o dia das mães passou a ser triste... o dia dos pais passou a ser triste... o dia das crianças passou a ser triste...etc... Mas a pergunta que faço é... Por quê? E respondo, a meu ver, por causa da supervalorização que algumas famílias desenvolvem acerca da presença física em ambiente festivo. Certamente o que de mais importante eu e você temos de lembranças de nossos queridos que se foram fisicamente não está em ambientes festivos, mas sim nas pequenas lembranças de momentos singulares marcados para sempre em nossas almas.
E ainda tem esse lance de “fazer uma social”. Na boa, só faço uma social quando a empresa estabelece algum “cófi breiki”, reunião, seja festiva ou não, mas que tenha algum significado corporativo. Aí sim acabo indo, mas porque sinto-me na obrigação profissional de ir. Na minha vida pessoal não existe esse lance de “fazer uma social”. Eu vou onde quero e em ambientes onde sentir-me-ei bem. E que os meus amigos e familiares me perdoem e me compreendam porque isso em nada diminui o meu carinho e respeito por cada um deles.
3 – Um último aspecto é o lado comercial destas comemorações. Poucas coisas neste mundo me deixam mais chateado do que o sentimento de estar sendo manipulado. Entendo que nestas datas existe uma manipulação comercial gritante das pessoas na medida em que os preços são majorados justamente por conta da perspectiva temática da data. A única exceção à regra são os aniversários que não podem ser explorados conjuntamente justamente porque cada um tem um dia de aniversário. No mais, todas as datas temáticas sofrem bombardeios comerciais com a majoração de preços de itens específicos que vão de cerca de 40% até 100% de encarecimento entre produtos e serviços. Portanto, presentes, comprar bem antes ou depois destas datas é o mais inteligentemente econômico. Se deixar para se saciar em datas temáticas, vais morder anzol!

domingo, 24 de julho de 2011

QUESTÃO DE TEMPO - A opinião de uma mãe

Esta postagem tem como base a reportagem no seguinte link:
http://musica.uol.com.br/ultnot/2011/07/24/sua-morte-era-apenas-uma-questao-de-tempo-diz-mae-de-amy-winehouse.jhtm


Certa vez eu ouvi da mãe de um rapaz viciado em drogas e envolvido com o crime. "Estando onde está, o meu filho já morreu. A questão é só quando e onde". Não foram exatamente estas as palavras porque tratava-se de uma senhora muito simples até no falar. Mas o sentido do que ela disse era esse mesmo. Na ocasião, ouvir isso causou-me certa perplexidade, mas, digerindo aquelas palavras mais lentamente, procurando aproveitar o entendimento de uma mãe que sofreu cada minuto da dor de um filho que se mostrava resoluto em manter a trajetória equivocada, e que, acabava tendo uma parte de si morrendo em vida com o filho... Pude, então, entender quanto pesava para aquela senhora ter que me dizer aquilo. Ela sabia que ele precisava mudar seu caminho, mas tinha plena consciência de que se simplesmente prosseguisse... era o fim e sua trajetória já indicava um estado de morte.
No tocante à esta jovem, a própria mãe e certamente os amigos e familiares mais chegados e que mais a amavam, desejariam ardentemente em seus corações que fosse pago o preço que fosse necessário para que ela desviasse do rumo que fatalmente a levaria a um fim trágico. Tenho certeza de que os que mais a amavam aceitariam com que o preço pago até fosse o fim de sua carreira artística, se preciso fosse, para que ela voltasse a viver como um ser humano e não mais como um produto midiático rentoso!
Digo isso porque a mídia e os seguidores desta, afirmam principalmente agora "pós morte" que a amavam muito, demais, que foi um talento jogado no lixo..... gente.... na boa, deixa eu fazer o papel de chato como sempre.... Vou colocar em letras garrafais para dar ênfase...TALENTO JOGADO NO LIXO??? Não seria mais humano dizer VIDA JOGADA NO LIXO?
Que se dane o talento. Esta jovem há muito tempo vinha se arrastando como um zumbi à beira de um abismo que a cercava a todo momento. Ela precisava de ajuda... de interdição até. Não sei se a família fez tudo o que pode, acredito que sim e não vou julgar a família neste momento mas, atribuo sim culpa à mídia que assistia tudo aquilo e ainda incentivava predatoriamente o seu "talento". Quanto vale um talento? Será que é o preço de uma vida??
Surpreendo-me imensamente toda vez que ouço alguém dizer...e acreditem, já ouvi isso.... gente dizendo que ela foi um grande exemplo de personalidade!!!!
Eu vou repetir: "Grande exemplo de personalidade", "Uma pessoa de personalidade", etc. Ouvi coisas deste tipo acerca desta jovem, que, na verdade, estava era enclausurada nas cadeias do vício e caminhando a passos largos para a auto-destruição. Infelizmente....é duro dizer isso mas a mãe está certa quando diz que era somente questão de tempo...infelizmente.
Aos fãs que ficam, sugiro que repensem esta questão se realmente viam esta jovem como exemplo de personalidade para alguma coisa. Muito perigoso isso. Falo isso para os que a seguiam cegamente e não aceitavam nenhum tipo de crítica à conduta desta jovem. Até a defendiam abertamente mesmo considerando o estado decrépito em esta jovem vivia.
É preciso lembrar que antes de ser uma perda artística, isso foi uma terrível PERDA HUMANA. Foi uma vida tragada aos 27 anos. Uma vida que, podemos dizer, do jeito que estava, era uma espécie de "morte técnica". Alguém que tateava às escuras e não procurava saída porque sequer acreditava que existia... e assistimos tudo isso apenas valorizando seu......."TALENTO".
Essa vida já foi ceifada. Não volta mais. Mas vale à pena refletir porque mais jovens vão seguir caminhos semelhantes tornando-se vítimas do consumismo midiático que prega uma vida desregrada, que ensina os jovens a chamar de "liberdade", justamente aquilo que os os aprisiona

terça-feira, 19 de julho de 2011

FUTEBOL CIRCO





Claro que quem menos tem culpa são os jovens atletas, detentores da qualidade, mas que são mal trabalhados e acabam com egos inflados e mais preocupados em fazer firulas do que unir forças e atuar em equipe em busca da vitória. Os atletas são apenas peças de um grande tabuleiro de ilusões ao qual convencionamos de chamar de futebol arte, mas que é, na verdade, futebol circo.
Não discuto se o Dunga errou ou não em não levar para a Copa Neymar, Ganso, Adriano, etc. A questão não é essa. A rejeição que o Dunga sofreu não foi por ter perdido uma copa do mundo, mas sim porque contrariou a mídia esportiva por não atender a demanda de firulas e pedaladas enquanto orientava a seus escalados a jogarem para o time e não em busca de holofotes midiáticos. Dunga era o inverso desta mídia que está aí e incentiva o futebol palhaçada, sem objetividade e que joga somente para dar show. Também não discuto a competência do Mano. Acho-o um ótimo técnico. Sério, comprometido com resultado. Vamos ver até onde Mano vai conseguir conciliar a satisfação midiática com a busca efetiva por resultados. Mais dias menos dias Mano vai se ver em frente da grande encruzilhada na qual todo técnico da seleção se vê. Ou atende a demanda midiática transformando seus jogadores em palhaços ou arma uma equipe competitiva. É como vejo.

Lembro-me das pesadas críticas que o Parreira sofreu na copa de 1994 e da cova aberta que aguardava ele, comissão técnica e vários jogadores sob uma lápide já inscrita em letras garrafais "AQUI JAZ A ERA DUNGA". Mas os críticos favoráveis ao futebol circo tiveram que enterrar as próprias críticas na cova e esperar nova oportunidade, pois Parreira provou que estava certo em jogar para o resultado e foi campeão do mundo depois de 24 anos de jejum. Lembro-me também de que se o Felipão não voltasse com o caneco, estaria até hoje marcado pela sombra de não ter levado Romário pra copa. Em comum entre os campeões mundiais Parreira e Felipão, a resoluta decisão de criar equipes competitivas em detrimento do espetáculo. Para eles o futebol é, acima de tudo, resultado. Vindo tão somente depois o espetáculo.
  
Já corremos o risco de ver isso aqui se transformar em uma grande palhaçada no quesito organização. Estamos transformando nossos atletas em palhaços do futebol circo e aí a palhaçada fica completa.